30 de dezembro de 2007

2008.... ano, belo ano, que fado me reservas?

antes de mais, FELIZ ANO NOVO PARA TODOS VOCÊS!!!!!!!!
Sinto que este é um daqueles anos-charneira, aqueles que fazem a transição de fase para fase. Pela primeira vez, vejo-me fora do universo escolar, prestes a tentar o mercado de trabalho. Sinto-me diferente, não tenho objectivos precisos, nem grandes desejos... Porque o meu maior desejo foi já atendido, na forma de um homem mais maravilhoso que tudo o que eu me atrevia a imaginar. Sempre que via uma estrela, sempre que mordia as velas do bolo, sempre que atirava uma moeda, o meu desejo era sempre o mesmo: amor. Nada de muito específico, mas uma ligeira noção no limiar da minha mente. *Quero alguém que me ame para amar*. E tu chegaste - tu, por quem esperei durante anos, sem que ninguém te precedesse. Simplesmente tu. E é por estares a meu lado que acho que 2008 vai ser um grande ano. Mesmo que ainda não esteja licenciada. Mesmo que tenha de adiar por um pouco os meus sonhos. Quando os puder realizar, sei que vais estar lá comigo. Ou pelo menos, gosto de pensar que sim, que estarás. E isso vai torná-los ainda melhores, mais gostosos e saborosos... Por isso, por ti, e por todos os bons amigos com os quais tenho a sorte de poder contar, acho que tenho de agradecer aos anos passados - e partir para o novo ano com um sentimento de esperança no peito!

Benvindo, 2008, ano redondinho como eu.... =)

26 de dezembro de 2007

A casa...



...é onde me sinto sempre que oiço esta música. Especialmente se estiver a TEU lado. Banda sonora perfeita da minha vida imperfeita

24 de dezembro de 2007

Natal!


Merry Christmas by ~creativTortur on deviantART



Bom Natal a todos os que aqui passarem!!! =D
Beijos, e comam todos os doces que conseguirem, que é só uma vez por ano!

18 de dezembro de 2007

All i want...

...is to drown myself in you.

* Não me apetece estar no computador. É frio, impessoal, não tem o teu calor.

* Fico no sofá, na companhia de um livro. Viajo. E esqueço que não estás aqui comigo.

* O frio do inverno revela-se doce com o teu cheiro - uma sensação que me cobre como um cobertor.

* Encosto-me a ti, as minhas pernas nas tuas, o teu rosto junto do meu. A tua respiração é a minha, os teus lábios são os meus. Olhos bem dentro dos teus olhos de bolota. E quero ficar assim...

...para sempre!

Desculpem a ausência, colegas bloggers, mas valores mais doces se levantam...

13 de dezembro de 2007

Dream on Girl...



Hoje acordei na companhia desta belíssima melodia de Rita Redshoes... Faz-me sentir maravilhas no ar.

(desculpem a quantidade de vídeos e consequente falta de imaginação, mas as minhas musas estão de férias, aparentemente...)

Kisses!

10 de dezembro de 2007

Easy money

Palácio da Pilotta, Parma
It's difficult. It's very tough.
I said to the man who'd been sleeping rough
To sit within a fragrant breeze
All among the nodding trees
That hang heavy with the stuff

He threw his arms around my neck
He brushed the tear from my cheek
And held my soft white hand
He was an understanding man
He did not even barely hardly speak

Easy money
Rain it down on the wife and the kids
Rain it down on the house where we live
Rain until you got nothing left to give
And rain that ever-loving stuff down on me

All the things for which my heart yearns
Gives joy in diminishing returns
He kissed me on the mouth
His hands they headed south
And my cheek it burned

Money, man, it is a bitch
The poor, they spoil it for the rich
With my face pressed in the clover
I wondered when this would be over
And at home we are all so guilty-sad

Easy money
Pour it down the open drain
Pour it all through my veins
Pour it down, yeah, let it rain
And pour that ever-loving stuff down on me

Now, I'm sitting pretty down on the bank
Life shuffles past at a low interest rate
In the money-coloured meadows
And all the interesting shadows
They leap up, then dissipate

Easy money
Easy money
Easy money
Rain it down on the wife and the kids
Rain it down on the house where we live
Rain it down until you got nothing left to give
And rain that ever-loving stuff down on me





Nick Cave and The Bad Seeds, The Lyre of Orpheus

7 de dezembro de 2007

Let's pretend...

Agora que estão prestes a lançar novo álbum, uma lembrança para Magnetic Fields... Let's pretend we're bunny rabbits!



...and do it all day long!

(aqui vídeo de um fã, mas muito bom, diga-se...)

3 de dezembro de 2007

O universo perverso dos contos infantis ou às vezes dá-me para isto

Branca de Neve vista por Paula Rego

Desde que comecei a ter algum discernimento, e como apreciadora de contos tradicionais que sou, sempre me fez alguma confusão a maneira como estes são adoçados para os ouvidos das criancinhas. No entanto, continua tudo lá, nas entre-linhas. A crueldade é óbvia, na grande maioria das vezes. Já devem ter percebido que não estou a falar de contos Disney-style, mas daqueles escritos, naqueles que vinham nos livros para ler às crianças. Nos contos de Grim, por exemplo, entre outros. Mas não são para crianças, de facto, fazem parte da tradição oral, são lições. O conteúdo sexual foi disfarçado, claro, quando se tornaram parte do imaginário infantil. Por exemplo... Quando o caçador veste a pele do lobo, no capuchinho vermelho, é para tomar o capuchinho, que não me parece que seja uma criança, mas antes uma suculenta adolescente. Isto são considerações leigas, se por milagre passar por aqui alguém que perceba do assunto, corrijam-me, por favor. Mas porque é que eu estou a falar disto? Bem, há uns tempos dediquei algum tempo a analisar a história da branca de neve e dos seus anões, durante uma viagem de carro. Cheguei a algumas conclusões:
1º- A rainha não estava com inveja da beleza da afilhada, é mais provável que tenha agido por motivos económicos e para garantir a segurança da sua própria descendência. E talvez para contrariar alguma tendência incestuosa daquele pai extremoso.
2º- O caçador não a liberta por ter bom coração, mas sim porque a rapariga era muito boa nos favores sexuais...
3º- A princesa vai parar à casa dos anões. Ok. É uma princesa, ou seja, uma pirralha mimada, nunca lhes iria limpar a casa... Depois, eles são 7. São anões, não são gnomos. Trabalham o dia inteiro nas minas, o que quer dizer que são fortes e com pouco na cabeça, além de estarem sujeitos a uma enorme solidão e a consequentes tendências sodomitas. Portanto...
4º- A princesa não passaria o dia a cuidar deles e a tratar-lhes da casa, mas tranformar-se-ia muito provavelmente na sua escrava sexual. O que talvez não lhe desagradasse totalmente, e o que a inviabilizaria irremediavelmente enquanto provedora de herdeiros reais, e que seria exactamente o objectivo da rainha ao mandá-la para ali.
5º- Posto isto... É muito provável que não tenha sido envenenada com uma maçã, mas que tenha tido problemas com o parto do descendente dos anões. O que possivelmente também teria acontecido à rainha, em vez de morrer por ter brasas nos sapatos.
Parece-me que as coisas assim são muito mais lógicas, não? Também são menos interessantes, e não dão um conto. E não há passarinhos a bailar e a cantar. Nem pentes, nem fitas apertadas no pescoço. Mas não deixa de me agradar.Tal como a visão ali de cima da Paula Rego, mais orgásmica que outra coisa. E tal como esta outra versão alternativa da história aqui em baixo:


Peço desculpa se destruí os sonhos a alguém... Mas já é altura de se ir questionando o que nos enfiam na cabeça em crianças. Afinal de contas, porque será que tem sempre que ser o lobo a morrer?
;P

1 de dezembro de 2007

Campanhas inteligentes...

Neste dia mundial contra a SIDA, dois das melhores campanhas que por aí andam, uma MTV, e outra portuguesa. Qual é a vossa preferida? ;P




Enjoy... Mas seguros!

(eu sei que este post é altamente previsível... mas não há melhor ocasião para mostrar estes vídeos maravilhosos... )

29 de novembro de 2007

Feels like the 80's



Como é possível, gostar tanto de uma música, e tão pouco do seu vídeo?
Enfim... Para me ajudar no estudo, não há como um ar dos 80...
Enjoy! ;)

24 de novembro de 2007

Roma

Para quem quiser espreitar um pouco do primeiro dia da nossa viagem a Roma, um ano atrás, é só clicar na imagem, s.f.f....

19 de novembro de 2007

Tópicos IV

1- Será que as nozes sabem a cérebro, ou será o cérebro que sabe a noz?

2- Frio, e chuva, at last!! Ah, estou tão feliz!! Já comprei collants, já aqueci o leite e já me posso enroscar no sofá com uma mantinha... e com o meu amor como bónus, ainda por cima! :D

3- Hoje já posso comprar castanhas, já está frio. É sortilégio comer castanhas assadas se não estiver um frio de te gelar o nariz!

4- "Prima di amare, io non ho mai vissuto pienamente", E. Dinckinson - é a frase do meu Baci de hoje. 15 frases a louvar o amor, aquele que partilhamos há um mês. E que espero partilhar contigo por muitos anos... Junto com os Baci veio um ramo de rosas, e un Pan d'Oro... Sou uma gaja mimada ou não?

5- Comprei um mp3. É oficial, entrei no séc. XXI. Finalmente.

Fiquem bem, meus queridos...

14 de novembro de 2007

Com a faca contra a onda

«Vivia outrora em Baile Mór um homem bem-parecido que se chamava Seimin Rua, o qual, com a sua tripulação, conduzia o barco a um banco de peixes na baía de Donegal.
De súbito o tempo mudou, o mar embraveceu e ameaçou fazê-los naufragar. Seimin, que se encontrava na popa do barco, viu uma onda gigantesca avançar na sua direcção. Descalçou um sapato e atirou-o contra o perigo. Pouco depois, viu uma segunda onda e apressou-se a descalçar o outro sapato, e a atirar-lho, após o que o mar se acalmou um pouco. Mas foi apenas uma breve pausa. Não tardou a avistar uma terceira, ainda mais ameaçadora que as anteriores, e os sete homens pensaram que ninguém os livraria de morrer afogados. No banco da popa, havia uma faca grande para cortar o isco. Seimin pegou nela e lançou-a contra o perigo. No momento imediato, a tempestade amainou e o mar ficou calmo e plano como uma prancha.
Regressaram a casa encharcados até aos ossos, e depararam-se-lhes as famílias desgostosas, por recearem não os voltar a ver. Não era, pois, de estranhar a alegria que a sua chegada lhes produziu. Depois de repartirem o produto da pesca e encalharem a embracação na praia, recolheram à respectivas casas, sãos e salvos.
Anoiteceu e Seimin estava sentado diante do lume, com a planta dos pés voltada para a fonte de calor. Rodeavam-no alguns vizinhos, aos quais descrevia as peripécias sofridas.
De repente, bateram à porta e alguém foi abrir. Era um ginete montado num cavalo branco, que perguntou se Seimin vivia ali. Em seguida, pediu que acudisse à entrada.
- Ficar-te-ia muito grato se viesses comigo e tirasses a faca que hoje cravaste no coração de minha irmã - anunciou-lhe.
Seimin apercebeu-se imediatamente de que espécie de criatura se tratava.
- Não tenciono abandonar esta casa, a menos que me garantas solenemente que nem eu, nem ninguém da minha família ou da tripulação sofrerá qualquer mal - tratou de advertir.
- Prometo-to, assim como que, ao amanhecer, regressarás a casa, são e salvo.
Seimin partiu com o ginete e não se voltou a saber dele até que o cavalo branco reapareceu na costa da praia Vermelha de Mullaghmore, em Connacht.
O animal subiu pela praia e acabou por desaparecer por uma porta, numa colina. Não passara muito tempo, quando chegaram a um palácio maravilhoso. O ginete desmontou de um salto e indicou a Seimin que o precedesse. A seguir subiram uma escada, até um aposento onde se encontrava uma jovem, a qual tinha cravada no coração a faca que ele atirara contra a perigosa onda e soltava gritos de dor.
- Arranca a faca! - exclamou ao vê-lo.
- Fá-lo-ei de bom grado, mas primeiro tens de me prometer que não me incomodarás, nem à minha família, amigos e tripulação - replicou Seimin.
- Prometido! - arquejou ela.
Seimin extraiu a lâmina da faca do peito da jovem, que parou com os queixumes.
- Porque tentaste afogar-nos? - quis saber ele.
- Porque estou apaixonada por ti e queria ter-te só para mim.
- E não hesitavas em matar toda a tripulação?
- Não- asseverou- Faria tudo neste mundo para que fosses apenas meu.
- Pois agora escusas de pensar nisso. Vou regressar a casa.
Diante da porta, o ginete e o cavalo branco aguardavam Seimin, que subiu para a sela atrás do outro, e o animal não parou até chegar á casa onde o pescador vivia. Uma vez aí, o ginete despediu-se e Seimin não o voltou a ver.»

Conto Irlandês, retirado de O Palácio dos Contos, Março e Abril, Círculo de Leitores, de Ulf Diederichs.

Qual é a moral que retiram? =)

11 de novembro de 2007

11/11/1985

Um ano atrás, Ravenna, túmulo de Dante, com as minhas portuguesas...
Faz hoje 22 anos. Capicua, capicua... Parece-me que este ano o meu aniversário se celebra num momento um pouco mais feliz que os últimos. Apesar de o meu querido avô estar no hospital, estou numa fase de paz. Comigo, e com o mundo. O meu maior desejo foi atendido, na forma de uma pessoa maravilhosa. É um momento de mudança, de transição. Profissonal, se tudo correr bem. Pessoal também. É altura de deixar de me sentir uma adolescente, por vezes, embora isso seja complicado, sendo ainda dependente dos pais. No fim de contas, é apenas mais um dia. Mas um dia que nos ajuda a tomar rumo... Tive o meu presente ontem à noite, quando desligaram os holofotes que nos cegam, no castelo de Palmela, deixando-nos uma vista limpa e soberba sobre as luzes de Setúbal... A isso juntou-se o nevoeiro, que adoro, e a constelação de Escorpião bem visível no céu.... Momento perfeito - daqueles para acarinhar no coração. E partilhado com a pessoa que amo, o que o torna duplamente especial!
Por isso, aproveitem bem este dia de São Martinho, este domingo, e um beijo muito grande para todos.....
P.S.- Para breve uma reportagem no Vita in Viola sobre o dia passado em Ravenna com a Maria, a Mafalada e a Roma. =)

9 de novembro de 2007

Tutto cambierà...

Em repeat hoje... Porque esta canção volta para mim em tempos de angústia, para me animar. Perché tutto cambierà!

7 de novembro de 2007

Rufus @ Coliseu, parte 2

Agora que já me passou mais a euforia, acho que poderia fazer um post como o da Maria, dizer que Rufus Wainwright, no seu fato às riscas me arrebatou aos primeiros acordes de "Release the Stars", tal como há dois anos me elevou com "Agnus Dei". Que me fez ter vontade de me levantar da cadeira e dançar com "Beautiful Child", "Between My Legs" e "Rules and Regulations", que quase me fez chorar com "Poses", entre tantos momentos divinais... Rufus é grande, sabe o que faz, como ele próprio afirma no seu merchandising, é o "the greatest entertainer alive" (corrijam-me se estiver errada, por favor, memória frouxa como sou...). Cada canção foi um momento sublime. Cada pequena piada, cada conversa com o público um momento doce. Podia dizer isto e muito mais. Mas não digo. Vou deixar os vídeos falar por mim. São uma memória frouxa, para quem lé esteve, mas já se consegue ter uma pequena ideia da qualidade deste artista maravilhoso. Para recordar, quem lá esteve. E para servir de incentivo a quem não esteve - estejam lá para a próxima. Sim, porque vai haver próxima. Vão haver muitas próximas. Porque Rufus ama Lisboa como Lisboa ama Rufus. Ou Portugal ama Rufus. Aos vídeos, portanto: Os parabéns ao baterista, mais a Beautiful child; (os sacões da câmara denotam a minha vontade de dançar), juntamente com o elogio ao cabelo preto dos portugueses.


A bela Slideshow(esta é para ti, amiga...).

E a despedida da banda, antes do encore.


Que belas memórias....

Se quiserem um peek-a-boo do nosso dia pré-concerto, é espreitar aqui. Devo referir que adoro as figuras marginais da sociedade, que nos maravilham com o seu canto. Mas detesto maus sumos de fruta... ;P

Rufus @ Coliseu, parte 1

Foi fenomenal, foi espantoso, o homem sabe o que faz. Valeu cada centavo. Houve por ali uma coisa muito estranha com a primeira parte, com a pobre banda a tocar quatro músicas para um Coliseu com meia dúzia de pessoas lá dentro. E eram bons ainda por cima. Grey Race de seu nome. Sigam o link e oiçam, e vejam lá se não tenho razão...



Aqui um pequeno vídeo do grand finale do Rufus... É pequenino, ouve-se mal, mas dá para ver as belas pernas do senhor!! Post mais extenso e sumarento assim que as filmagens feitas com o telemóvel de um certo namorado estiverem disponíveis! Entretanto podem ir lendo mais aqui, ou aqui, entre outros...

Cheers!! :D

5 de novembro de 2007

Amanhã à noite eu só desejo...

...que o Rufus me mostre outra vez o seu bem depilado rabiosque, encimado por uma tanguinha e por asas de borboleta.... Hum... e que tal se eu também levar as minhas asas de borboleta? "Go, or go ahead, and surprise me!"

Foto tirada no coliseu, 24 de Abril de 2005, por um bem posicionado amigo da Maria del Sol. Se correr tudo bem, a próxima foto será minha... ;P

Kisses, darlings!!

2 de novembro de 2007

Dig, Lazarus, Dig!!


«Nick Cave & The Bad Seeds release their 14th studio album DIG, LAZARUS, DIG!!! on 3rd March 2008.
Produced by Nick Cave & The Bad Seeds and Nick Launay who worked with the band on their last album Abattoir Blues/ Lyre of Orpheus, the new album was recorded over the summer at State of the Ark Studios in Richmond and mixed by Nick Launay at British Grove in Chiswick.
DIG, LAZARUS, DIG!!! features artwork by British artists Tim Noble and Sue Webster.
Nick Cave & The Bad Seeds will announce single and tour news soon, and rest assured you will be the first to hear about it.» (tirado daqui)
OH JOY!!!!! =D
I'm so, so, so, so, so, so, but so fucking happy!!

Quando a noite chega...


... quero sentir-te a meu lado, misturar a tua respiração na minha, ficar pele com pele na doce escuridão. Custa-me o lugar vazio na outra ponta da cama. O fantasma da tua presença persiste, mesmo assim, para me dar a consolação de um futuro possível... Vemo-nos então na noite fantástica dos meus sonhos escarlates.

31 de outubro de 2007

Happy Halloween!!! ;P

Não, eu não ligo ao Halloween. É só uma boa desculpa para postar este vídeo!! (como se fosse preciso alguma...) ;P

"Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço.." Oh yeah... Bafeja, querido, bafeja...

30 de outubro de 2007

Teardrop

Um dos melhores vídeos de todos os tempos, na minha opinião. Não sei como é que nunca o tinha postado.... Really weird....

Uma boa semana para todos!!!!

28 de outubro de 2007

Party morning...

Depois de um belo jantar, com muito boa convivência, lá fomos nós para o Mini-Mercado para um bailarico sofisticado. Lá mini era, sem dúvida, e a melhor parte do bailarico foram mesmo as ciganadas, mas vale sempre pela convivência... O encontro de bloggers, com a nossa querida Passarola correu às mil maravilhas, e lá nos divertimos!! :D
A noite foi bem passada, mas foi a manhã que se revelou mais surpreendente, com um imprevisto, hum, molhado, por assim dizer... Mais pormenores aqui, que eu sou muito púdica para escrever coisas destas.... hehe!! É o tipo de histórias que nos ficam para contar, e que tornam uma noite que se poderia tornar banal em algo inesquecível. E muito, muito cómico...

Serei eu o tipo de avó capaz de contar isto aos netos? Parece-me que sim...

beijos a todos, e uma grande semana!!!

23 de outubro de 2007

Tópicos III


1 - Estou farta, mas farta, mas farta do calor. Quero usar collants, quero usar casacos, quero usar as minhas botas!! Quero sentir o cheiro das castanhas assadas no ar frio, fazer coisas de Outono....


2- Domingo passado na terra da mãe, pleno alentejo... Visitas ao cemitério, almoço com familiares, reencontro com colegas de infância. Ela parecia feliz nas suas raízes. Fez-me pensar... E cheguei à conclusão de que as minhas raízes estão onde estiverem aqueles que amo... O resto são memórias.


3- Sei que tudo o que é bom tem um lado mau. O amor também é assim. Eu só dispensava era as dores musculares.... hehe!!!


4- Outra conclusão a que chegámos nestes dias: Olhos míopes são olhos românticos, só servem para ver ao perto, que é onde se quer a pessoa amada. Além disso, sem óculos, não vemos as imperfeições, e na ponta dos dedos está o germe da perfeição... Não é uma ideia bonita? Pelo menos fico a sentir-me melhor enquanto toupeira que sou!


Fiquem bem, e uma grande semana!!!

22 de outubro de 2007

Renascimento

Um velho blog renasce para a vida. Sim, é publicidade descarada.... Mas é uma boa causa!!! =D


Espreitem, podem achar que vale a pena.... É só clicar aqui

P.S.- não tens de quê, paixão....

Beijo para todos, fiquem bem, e boa semana!!

19 de outubro de 2007

Semisonic, Secret Smile

è incrível como certas músicas entram na nossa vida de repente, na hora certa, anos depois de nos terem marcado.... Em repeat por estes dias....

"Nobody knows it, but you've got a secret smile, and you use it only for me..."

18 de outubro de 2007

Momentos FCSH







Eu sei que vou ter saudades deste pátio, das nossas parvoíces, das parvoíces dos outros...
(última foto, da esquerda para a direita: Maria del Sol, Betty Coltrane e Curse of Millhaven)
P.S- Revolta! Não é suposto estarem 27º a 18 de Outubro!!! Quero o Outono de volta!!!
Beijos, fiquem bem!!! =)

12 de outubro de 2007

Between my legs

Para animar depois do post anterior, e para vos deixar ir de fim de semana com um sorriso nos lábios, nada melhor que o meu querido Rufus....

um beijo para todos!! enjoy! :D

10 de outubro de 2007

O sublime


William Blake, Death on a Pale Horse, c.1800, Fitzwilliam Museum, Cambridge


"A morte é a única certeza da vida". Cliché, claro. Mais um. Entre tantos... E no entanto, todos sabemos que é verdade. A diferença reside no modo como lidamos com esta certeza. Não acredito que haja qualquer coisa mais para além do fim da nossa vida orgânica... Acho que morremos e pronto. Acaba-se tudo. E que esta é a única vida que temos. Preciosa, portanto. E muito frágil. Há algo de aflitivo na morte súbita, aquela que chega assim de repente, sem aviso, a maior parte das vezes por uma razão estúpida. Porque tropeçámos e fomos parar à linha do comboio. Porque um condutor apressado e distraído não nos viu na passadeira. Porque caiu um piano do terceiro andar. O que me aflige nisto são aquelas pequenas coisas diárias que ficam súbitamente interrompidas, sem razão. Aquele jantar com os amigos porque tanto ansiávamos e que tinha tantas vezes sido adiado por quase nada. O fato que fica por levantar na lavandaria. Os mails que ficam por ler. E acima de tudo, a dor daqueles que de um segundo para o outro, ficam órfãos de coração... Como se lida com algo assim? É impossível não seguir em frente. Não temos escolha nesta matéria. Nenhuma mesmo. A não ser que nos suicidemos, somos empurrados para a frente por um mundo que não se compadece da dor. Afinal é só mais uma morte. Acontece a toda a hora, em todo o lado. Há coisas para fazer, um dia-a-dia que precisa de nós para manter a sua rotineira existência. Não tenho sinceramente medo de morrer. Tenho medo da dor física. Mas não da morte em si, visto que segundo o meu ponto de vista, nem me irei aperceber dela. Mas tenho receio de não viver. De deixar de um momento para o outro um jantar por comparecer. Um exame por fazer. Ou um blog vazio... No entanto, isso não me provoca medo de viver, pelo contrário. A cada segundo tenho medo do fim da vida, e por isso a cada segundo a amo mais. Cada pequeno momento de perfeição é uma dádiva a aproveitar. Acho que a única coisa que posso fazer é isto. E é dizer àqueles que amo isso mesmo. Que os amo. Tantas vezes quantas as necessárias. E as desnecessárias também. Porque no fim, acho é isso afinal que me horroriza mais. Deixar a vida sem que aqueles que me rodeiam saibam o quanto são queridos por mim. Porque tudo o resto é supérfulo. Necessário, mas supérfulo. Incoerente? Pensem lá um pouco. Talvez não o seja assim tanto... Porque estarei a falar nisto? Porque sim, porque o penso frequentemente, e porque posso não ter mais oportunidade de o fazer. Quem sabe?





No fim de contas, a morte é a demonstração última do SUBLIME...

7 de outubro de 2007

buffalo '66

Pude ontem finalmente ver esta fantástica obra (em minha humilde opinião), de Vincent Gallo. Buffalo '66 faz-nos enfrentar os nossos próprios demónios, através dos olhos de um homem que nunca se viu sem os seus. É impossível não sentir uma grande simpatia por Billy Brown, apesar da sua personalidade agressiva e irrascível, graças à fragilidade que se esconde por detrás dessa capa. O amor traz a redenção, o carinho por que o seu coração faminto ansiava. As cenas no Motel, na parte final do filme são algo de infinitamente belo - algo que a música de Vincent não faz mais que sublinhar... Um belo filme, feito por um belo homem, diga-se de passagem... hehe!


Enjoy, e fiquem bem!! :D

3 de outubro de 2007

Pássaros Feridos

«Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia a solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda. (...)* O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável impelido por ela, não sabe o que é impalar-se e morre cantando. No instante em que o espinho penetra, não há nele consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos, compreendemos. E assim mesmo fazêmo-lo.»

Colleen McCullough, Pássaros Feridos

* O parêntises é o livro inteiro. Só para saberem. =)


To be by your side, Nick Cave & The Bad Seeds. Pareceu-me apropriado...

2 de outubro de 2007

Quiz night:

You Are Picky When it Counts

Like most sane women, you want a great guy who will treat you well.
But you're also willing to put up with a few flaws in your Mr. Right
You should congratulate yourself on having a realistic approach to dating.
You probably have quite a few great guys you can date!
Quanto à última frase: i wish!

You Make a Great First Impression

You can handle almost any social situation with grace, even the tricky ones.
Strangers often find you charming and interesting. You are often remembered fondly.
Even if you're not naturally outgoing, you can make conversation with anyone if you need to.

Whether you were born this way or had to work to get here, you are definitely charismatic.
You're popular and well liked. People definitely look forward to being around you.
Your social connections bring you a full and rich life. You understand how important it is to make a lasting impression.
Espero bem que sim! Quem me conhece que confirme (ou não.. )

You Go For Brains!

You want a guy with a big... brain.
And of course it would be nice if he were a total hottie, but you're not counting on it.
What's on the inside is what counts for you. (Besides, you can always change the outside later!)
Ora nem mais!! ;P

You'll Find Love Where You Least Expect It

You're the type most likely to find love... surprised?
You shouldn't be! You're a fun, independent woman who is always out and about.
And you're smart to sometimes leave your girlfriends behind and go it alone.
Men love to approach you when you're out by yourself - including Mr. Perfect!
Isso é o que toda a gente me diz... Já aparecias, não?!!
Falta de criatividade + carência emocional dá nisto... ;P

1 de outubro de 2007

Lover Man

I don't know why

but I'm feeling so sad

I long to try something

I never had

Never had no kissin'

Oh, what I've been missin'

Lover man, oh, where can you be?


The night is cold

and I'm so alone

I'd give my soul

just to call you my own

Got a moon above me

But no one to love me

Lover man, oh, where can you be?


I've heard it said

That the thrill of romance

Can be like a heavenly dream


I go to bed with a prayer

That you'll make love to me

Strange as it seems


Someday we'll meet

And you'll dry all my tears

Then whisper sweet

Little things in my ear

Hugging and a-kissing

Oh, what I've been missing

Lover man, oh, where can you be?

29 de setembro de 2007

Tópicos II

(foto tirada algures na 25 de abril, numa destas manhãs)

1- Hoje o autocarro em que eu seguia de manhã levou o pára-choques de um carro que não se dignou a parar à vista de tal monstro... Desconfio que o motorista do carro queria provar alguma coisa a alguém. Ou então era simplesmente estúpido. Se não é que não são as duas a mesma coisa...


2 - Segundo dia de colóquio (Criação e Constrangimento, FCSH - UNL), capinha e tal, consegui só adormecer numa das comunicações, apesar de me ter levantado às seis e um quarto... Um ponto em relação a ontem (adormeci em quase todas, god damn!)! Foram semíticos e só enchiam meio copo de chá. Mas os pastéis de nata estavam bons... hehe.



3- Adoro bifanas! Num café/tasca ali na avenida de Berna que tem uns queques de meio quilo. Mesmo bem feitas, à antiga. A nadar em mostarda.


4- Momento mais belo do dia: morta de cansaço, no comboio, a ver a chuva lá fora e a ouvir Antony and the Johnsons, enquanto passava a ponte e um banco de nevoeiro cobria o rio. O cristo rei estava molhado. Eu estava feliz. Sou mesmo filha do Outono, está visto...
5- Vi muita gente de chinelinho e pé molhado a olhar com inveja para as minhas galochas de padrão leopardo. Ah pois é...


6- Sabem quando estão tão cansados que já nem cansados estão? Pois. O mundo ganha outras dimensões... Gosto destes estados.


Fiquem bem!

27 de setembro de 2007

Para dar as boas vindas ao outono...

... um pouco de Sweet Summer Wine...

Confesso que me continua a saber bem ouvir a voz de Ville Valo... Aqui com Natalia Avelon.

Porque um bombom pop de vez em quando não faz mal ao colesterol...

fiquem bem!! :D

25 de setembro de 2007

«Freegan, os recolectores dos tempos modernos»

A Pública deste domingo (23/09) trouxe um artigo que me chamou muito a atenção (o facto de eu só escrever sobre ele terça feira à noite diz bastante da minha preguiça inata). Trata então de uma nova subcultura urbana que cresce em Nova Iorque, os Freegan, palavra que surge da contracção de Vegan com free. Em sumário, os freegan tentam viver dos desperdícios da sociedade moderna - reduzindo os seus hábitos de consumo ao mínimo. Pescam nos caixotes do lixo os restos de comida aproveitáveis que os outros não quiseram - principalmente naqueles das superfíceis comerciais, ou dos restaurantes. Para informações detalhadas, visitem o link que está ali acima. Começam inclusivé a ser criados sites de receitas freegan, entre muitos que preconizam este estilo de vida. O artigo, original do Los Angeles Times, foca-se no caso de Madeline Nelson, uma ex-directora de comunicação de uma cadeia de livrarias, que ganhava um salário de centenas de milhares de dólares por ano, e que se tornou freegan em 2005. Reduziu os seus gastos anuais de 72.000 para 18.000 euros, e não compra roupa há três anos, mas continua a comprar papel higiénico e comida para os gatos. O artigo termina informando-nos que «Nelson adorava passear pelos grandes armazéns e comprar livros e sapatos. Agora experimenta a mesma satisfação ao encontrar 20 frangos assados temperados com alecrim num contentor da Gourmet garage ou enquanto conversa com amigos durante um almoço feito com lixo. E nunca foi tão feliz.».
Devo confessar que o conceito me causou alguma repulsa no primeiro instante, pois imediatamente me vieram à memória (visual e olfativa) os contentores fedentes que se encontram pelas nossas ruas. Ao continuar a ler, os meus receios acalmaram-se, e até me surgiu uma certa simpatia pela causa. Tem lógica, de facto. Ironicamente (ou talvez não) é algo só possível nas grandes metrópoles, tais como Nova Iorque. Não estou a ver um Freegan a conseguir sobreviver comodamente sequer em Lisboa, quanto mais em qualquer das outras cidades do nosso país. Bem, um talvez, mas uma comunidade? Não me parece possível, mas e daí talvez eu não tenha uma noção muito boa da qualidade e quantidade de lixo da nossa capital. Em geral não tenho qualquer problema com roupa usada (sou fã acérrima das lojas de roupa em segunda mão e das feiras, e quem me conhece sabe isso), ou com recuperar objectos do lixo (o candeeiro do meu quarto tem essa origem, por exemplo), e adoro criar algo novo com velhos materiais. Continuo no entanto, uma irremediável consumista. Não digo que não pudesse prescindir destes pequenos luxos (música, livros, sapatos e acessórios, principalmente), mas acho que se pudesse escolher, não o faria. E depois, tenho uma relação de amor supremo com a comida e com a culinária (dêem-me uma cozinha bem equipada e eu sou uma mulher feliz). Alimentos frescos, plenos de vitalidade e sabor - fonte de prazer absoluto... A ideia, não deixa no entanto de me cativar. Nunca serei Freegan em Portugal. Mas não digo que não o seria se vivesse em Nova Iorque por exemplo. E visto que ainda não inventaram uma máquina do tempo, continuamos a não saber o que o futuro nos reserva, não é verdade? ;)

Fiquem bem!

24 de setembro de 2007

"Eu sou a navegante da lua..."

"...e vou castigar-te!!!"


Não há concerteza ninguém da minha idade que não conheça esta série de anime, rapaz ou rapariga, ela era omnipresente. E eu amava! Sailor Moon, a Navegante da Lua, na versão portuguesa.

Que não se lembra das trapalhadas de Bunny Tsukino, que me apresentaram à famosa gota de suor na testa das personagens, coisa que até então não me tinha passado pela vista? Ou do seu amor desenfreado pelo seu Mascarado (que lá para a terceira série até era marido dela na lua, ou lá o que era. Eles lá andaram a brincar com o espaço/tempo, jé nem me lembro bem)? Das lutas com as colegas, do gato Luna, dos gritos histéricos, das longas madeixas douradas? E principalmente das vozes agudas da tradução portuguesa... (conhecendo as vozes femininas japonesas de anime, desconfio que o original não fosse muito melhor...)
Durante anos, esta série acompanhou-me, todo o seu encanto residindo no seu kitsch total e absoluto. Era foleira? Era. Irritante? Também. Óbvia? Um pouco. Mas maravilhosa exactamente por isso! Tinha tudo a que os sonhos de uma rapariga tinham direito: Muito amor, muita troca de roupa, inocência, candura, e um princípe encantado, por quem Bunny soltava suspiros trémulos "oh, Mascarado...". A isso juntam-se todas aquelas coreografias e transformações (a rapariga fazia uma aula de aeróbica de cada vez que se tranformava).

Posso dizer que foi Sailor Moon que me abriu as portas para o fabuloso mundo das séries de animação japonesas, e só por isso terá sempre um lugar no meu coração, mas também por toda a sua inocência kitsch, que mesmo assim não perde aquele elemento de fantasia masculina das rapariguinhas colegiais (que ainda por cima mostravam o corpinho de cada vez que havia um malvado por perto). E depois, o genérico. A banda sonora. Marcou-me, e até hoje dou por mim de repente a cantar "Lunaaa, Lunaaaa, conto gontigooo, nessas lutas, contra o inimigooooo!!!! Monstros sonhos são, lendas ou imaginaçãooooo, Lunaaa, Lunaaa, veeem, lutar pelo beeeemmm!!!!"


Para quem tiver saudades, fica um vídeo... "Lunaaaa, Lunaaa...." Ai, que saudades!!!!!!
Fiquem bem!!! :D

23 de setembro de 2007

R.I.P., Marcel Marceau...

As luzes da sala apagam-se, ficam as do palco. Uma figura pequena e frágil surge, cabeça coroada por uma mata de cabelo avermelhado e revolto, a face pintada. O silêncio é preenchido pela música, as palavras não são para aqui chamadas. Acabava de entrar em cena Marcel Marceau, o maior mimo do século XX, num CCB não lotado, mas totalmente rendido. Aos oitenta anos, ainda o seu corpo possuía uma flexibilidade de dançarino, enquanto realiza o seu teatro da vida, as mãos como pássaros movendo-se e transformando o espaço. Bip surge na segunda parte, calças brancas subidas, camisola de peitilho às riscas, cara branca. Torna-se um amante, duas pessoas numa, um abraço apertado num corpo que é dois. Chora, ri. Faz-nos chorar e rir com ele.O Artista em todo o seu esplendor, aquele que é capaz de encher uma sala com a sua mera presença. Foi esta a impressão que Marcel Marceau deixou em mim, numa tarde de Dezembro, quatro anos atrás. Morreu ontem, aos 84 anos. Uma perda para o mundo, mas mais uma aquisição para a imortalidade! Fecho com uma homenagem em vídeo - pois, de facto, com Marceau, as palavras são o menos importante...

21 de setembro de 2007

"A vida é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que está lá dentro"

Porque há obras assim, que quantas mais vezes as vemos mais gostamos delas. A razão pela qual eu adoro o Tom Hanks, faça ele o que fizer. Um dos filmes da minha vida, sem sombra de dúvida... ( e só de ver o trailer fico com lágrimas nos olhos)

Quem quer um chocolate?

19 de setembro de 2007

Almas gémeas II

Sombra de um casal de namorados incomodado por nós no castelo de Palmela

Não é primeira vez que escrevo sobre este tema. Possivelmente não será a última, visto que de quando em vez me volta à mente. É uma ideia muito agradável, a de que haverá possivelmente uma pessoa que nos complementa. Tal como me é agradável a ideia de ter uma alma. Não sei se a tenho, no entanto, e assim, como poderia ter esta uma metade perdida? Há certamente, por outro lado, pessoas que partilham da mesma solidão (seja esta pequena ou grande), dos mesmos interesses (cada vez mais fácil), e quiçá de uma mesma maneira de ver a vida. Sempre houve, dizem vocês, é a história das relações humanas. Certo. Mas a diferença é que essas pessoas agora estão ao alcance de um toque no botão de um rato, de um programa de computador, dentro da luz de um ecrã, na intimidade das nossas casas. A blogoesfera é um exemplo acabado disso mesmo... Não faltam por aí locais onde um cibernauta pode conhecer pessoas, e mesmo alguns especializados em acabar com a solidão alheia. Estamos então perante toda uma nova dimensão do relacionamento, como não se viu em milénios de história. De base intelectual, é fundamentado num pressuposto de confiaça à priori: confiamos que quem está do outro lado está a ser sincero, que não nos engana, que não nos leva a acreditar numa falácia. Nem sempre é assim, obviamente, é um dos atractivos deste tipo de meio - poder criar uma outra pessoa, que achamos mais brilhante que o nosso eu, um upgrade de personalidade! Agora, por muito que estejamos adaptados à tecnologia, o nosso corpo não está programado para responder a estímulos puramente intelectuais, quando se trata de paixão, ou seja, da famosa alma gémea. Qual é o tipo de amor que nasce quando não se ouve uma voz, quando não se sente um abraço, quando não se cheira um perfume? Poderá ser chamado amor ainda? Ou será esta a verdadeira busca da alma gémea, no fim? - porque se não há corpo, esta é verdadeiramente a simbiose de duas almas. Tais são as maravilhas da tecnologia, hum?
(não percam muito tempo a pensar porque é que eu estou a falar disto. tempo a mais em frente ao computador, é o que é... hehe!!!)

18 de setembro de 2007

música do dia!

Porque apetece! :D

Serviço cultural!

Hoje trago-vos uma novidae aqui no estaminé: publicidade totalmente descarada e desavergonhada, mas por uma boa causa, que já se sabe que eu sou um poço de candura... :D

Trata-se de uma iniciativa singular, mas que não pode ter sucesso sem a participação de uma comunidade activa. É um site de divulgação cultural (em toda a sua vastidão), em que se pode participar activamente. Imaginem que querem divulgar uma actividade da vossa terra, o lançamento de um livro, uma festa, seja ou que for. Ou querem simplesmente comentar e discutir uma notícia que vos parece interessante. Dirigem-se ao ao Diga Cultura e voilá! Nas palavras do autor:
«Sempre ouvi amigos queixarem-se da falta de divulgação de eventos culturais nacionais, curiosamente as cidades culturalmente mais activas eram as que possuiam uma falha maior. Então surgiu a ideia de usar um cms já existente para permitir que qualquer utilizador inserisse um evento cultural que tivesse conhecimento...».

Este tipo de iniciativas merecem todo o apoio, ainda mais quando me parece que anda por aí uma grave epidemia disso mesmo que vocês sabem: falta de iniciativa crónica. Acho eu. Mas como o que eu digo não se escreve, formem a vossa opinião. E já agora, vão lá, registem-se e participem! Ainda têm a vantagem de se tornarem parte de um grupo de pessoas de superlativo interesse, come io, claro! Se forem bonzinhos, ofereço-vos um rebuçado (ou não)... =)

Brincadeiras à parte, é uma sugestão séria. Take a peak, e depois vejam se interessa!

beijoca para todos! chuac!

15 de setembro de 2007

Quero...

- ... beijar a pontinha do dedão do teu pé esquerdo
- ah sim? e depois?
- depois subo e beijo-te o joelho
- soa bem!continua...
- a subir?
- sim! o que vem depois?
- depois levo-te ao céu, montados no dorso de um cavalo-marinho, através do arco-íris
- não
- não?
- não. quero levar-te eu, até à profundezas do Oceano, nas asas de uma andorinha
- como?
- vou beijar a curva do teu cotovelo, acariciar a tua nuca
- e depois?
- depois?
- sim, depois...
- depois... deixa-me demonstrar....

14 de setembro de 2007

intimidade

Hoje o meu estado de espírito apela à tranquilidade, à intimidade... Gostaria de ter alguém com quem me enroscar no sofá, bem apertadinhos, e confortáveis, sentindo o bater dos nossos corações... Como não tenho essa sorte, recorro à voz. Sim, a ele, o trovador dos anos 90, o incomparável Jeff Buckley, uma vez mais. Para me enroscar à mesma no sofá, mesmo que sem um abraço para me amparar.

Música de Leonard Cohen. Alma de Jeff Buckley. Eternidade de todos nós.

(para quem quiser ver o original do mestre Cohen, é só clicar aqui)

13 de setembro de 2007

Efeméride parmigiana

Faz hoje um ano.... Tenho saudades!!! quero voltar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Corrente da amizade =)

É a primeira vez que recebo um prémio "bloguístico"!! E logo um tão querido! Obrigada Hannah!!! De que se trata então?

"A corrente da amizade consiste em que cada pessoa escolhida indique mais dez blogs com o objectivo de agradecer a gentileza que tiveram de compartilhar connosco as suas artes, pensamentos e um pouco da sua vida. Depois de escolhidas os participantes, devemos fazer uma visitinha ao blog de cada uma e deixar um comentário avisando da corrente."
Não é tarefa assim tão fácil. É inegável que se compartilha uma espécie de amizade neste mundo virtual. Uma espécie nova, fresca, baseada em pressupostos intelectuais, na maioria das vezes. Um contacto com pessoas que não conheces (tirando algumas excepções), e que possivelmente nunca virás a conhecer... Mas uma amizade mesmo assim. Passo então a corrente àqueles blogs que mais de perto acompanho e que me acompanham, alguns desde o início, há um aninho, outros mais recentemente.... (e porque é que estou a escrever este testamento, não bastava nomear e pronto? Apetece!). E os nomeados são (rufar de tambores...):
Tentei não nomear ninguém que já o estivesse, mas caso o tenha feito, olha, é muito bom sinal para vocês!
Baci!

12 de setembro de 2007

Mort

Para benefício de alguns leitores, e porque apetece, hoje trago-vos "Mort", de Terry Pratchett, um livro absolutamente hilariante, com um humor que raia o genial. Este é o segundo volume de uma série passada no Discworld, mundo em forma de disco, que repousa sobre quatro elefantes, que por sua vez repousam na carapaça da Grande A'Tuin, uma gigantesca tartaruga espacial. Também é descrito no Guia Discworld como "uma pizza geológica, mas sem anchovas". Para mais pormenores, visitem o site do autor, vale bem a pena. Voltando ao livro, esta é a história de Mortimer, Mort para os amigos, que por diversas vicissitudes se vê como aprendiz da Morte. Sim, ela mesma, com gadanha e tudo. A morte gosta de cozinhar, de comer, e de gatinhos. E tem um garanhão branco chamado Binky. Mort mete-se, como convém, em sarilhos sérios, ao longo de todo o livro. São no entanto a linguagem cáustica e o humor irónico de Terry que me leva a rir até às lágrimas... Deixo-vos com um pequeno excerto, para abrir o apetite! Nota positiva também para a excelente tradução de Mário Dias Correia, que há poucas coisas tão desagradáveis como uma má tradução!
« O ar adquiriu um toque espesso, oleoso, e as profundas sombras à volta de Mort orlaram-se de arco-íris azuis e purpúreos. A figura avançou para ele, com a capa a ondular e os pés a fazerem pequenos ruídos secos no empedrado. Eram, aliás, os únicos sons - o silêncio descera sobre a praça como um grande pedaço de algodão em rama.
O Efeito, verdadeiramente impressionante, foi estragado por uma mancha de gelo no chão.
- OH, MERDA.
Não foi exactamente uma voz. As palavras estavam lá, sem dúvida, mas chegaram à cabeça de Mort sem se darem ao incómodo de passar pelos ouvidos.
O rapaz precipitou-se para ajudar a figura caída, e deu por si a agarrar uma mão que era apenas osso polido, liso e amarelecido como uma velha bola de bilhar. O capuz deixou ver um crânio cru, que voltou para ele as órbitas vazias. (...)
- Espero que não se tenha magoado, senhor - disse, delicadamente.
A caveira arreganhou os dentes. Claro, pensou Mort; também não tinha alternativa.»
Resta dizer que a Morte fala sempre em maiúsculas, como convém a uma Morte de respeito...

Enjoy!! =)

10 de setembro de 2007

O Perfume, 2006

Consegui finalmente ontem ver este maravilhoso filme, Perfume, Story of a Murderer.
Baseado no assombroso romance de Patrick Süskind, que posso dizer que é um dos livros da minha vida, considero-o uma adaptação muito bem feita. Muito bem feita mesmo! Tem um odor visual total, perfeito! O mais próximo que eu podia pedir do que imaginei quando mergulhei nas páginas e na vida de Grenouille, o vilão mais miserável da raça humana, porque nunca pode a ela pertencer. Eu não dou votos, mas se desse, este por mim levava 5/5, em termos de lealdade ao romance que lhe está na origem, em termos visuais, de banda sonora, e de interpretação, claro está. Ben Whishaw entra muito bem na pele de Jean-Baptiste, e só tenho uma objecção a fazer - é demasiado bonito!! Sim, tem um nariz grande, mas é demasiado sensual, demasiado belo. Para mim, pelo menos. Para mim o Jean-Baptiste Grenouille perfeito é um ex-colega a li da fcsh... a Maria e a Curse sabem de quem falo. Juro que quando o conheci pensei, "este é a cara do protagonista do perfume...". Mas como ninguém teve a gentileza de pedir a minha opinião na altura de fazer os castings, assim ficámos! Tenho de admitir que em termos visuais, o Ben torna o Jean-Baptiste muito mais agradável, mas desperta simpatia pelo seu ar delicado, pelo menos no segmento feminino, e não por aquela espécie de fatalidade que nos toca no livro... Seja como for, filme maravilhoso, soberbo. Quero o dvd!!!!
Deixo-vos com o trailer, para abrir o apetite a quem ainda não deliciou os olhos com esta pérola:



Enjoy! (sniffff!!!!!)

9 de setembro de 2007

Tornata!!!


Estou de volta! Depois de uma semana de dias caprichosos para a praia, dias de doce de tomate com queijo fresco, de pão de torresmos, de queijadas de requeijão, de azeitonas, muitas azeitonas, de peixe assado, de farófias, de gelados, de torta de mel, e de favo de mel, de tardes mornas e noites frias, dores de cabeça provocadas pelo sol e pela leitura a mais, dores de costas provocadas por estofos duros e uma cama que não é a minha, de algum tédio, de muita descontracção... Estou contente por voltar!

E para celebrar a volta, tinha um desafio à minha espera, lançado pela Hannah (Se a popularidade de um blogger se medir pelo número de desafios recebidos, e se tivermos em conta que recebo um por ano, qual será a minha cota?).


O desafio é este:

1. Pegar no livro mais próximo

2. Abri-lo na página 161

3. Procurar a 5ª frase completa

4. Colocar a frase no blog

5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)

6. Passar o desafio a cinco pessoas


Ora bem:

1. Mort, de Terry Pratchett (acabadinho de desempacotar após uma releitura de férias).

2. hum, hum.....

3. "- Deve estar mais ou menos por aqui - disse- E agora?" (ora, com tanta frase hilariante, lá tinha que me calhar um diálogo...)

4. feito!

5. sim, sim, ok...

6. Os desafiados são:







Se entretanto alguém já tiver sido desafiado, olhem, azar! ;)
Beijocas!!

1 de setembro de 2007

Até voltar, para ti:

«Quero viver na Lua. Levas-me até lá?»

See you!

Esta semana vou eu de férias com a família, aproveitar uns belos dias de praia. Entretanto deixo-vos com uma música que tem estado em repeat no meu rádio, "A morte saiu à rua", do grande José Afonso... Um beijo a todos, até dia 9!



A morte saiu à rua
num dia assim
naquele lugar sem nome
p'ra qualquer fim

Uma gota rubra
sobre a calçada
cai

E um rio de sangue
De um peito aberto
sai

O vento que dá nas canas
do canavial
E a foice de uma ceifeira
de portugal

E o som da bigorna
como um clarim do céu
vão dizendo em toda a parte
o pintor morreu

Teu sangue, pintor reclama
outra morte igual
olho por olho e
dente por dente vale

A lei assassina a morte
que te matou
teu corpo pertence à terra
que te abraçou

Aqui te afirmamos
dente por dente assim
que um dia rirá melhor
quem rirá por fim

Na curva da estrada
há covas feitas no chão
e em todas florirão rosas
de uma nação.

(José Afonso, 1972)

31 de agosto de 2007

Neverwas, 2005

Um belo filme, que passou muito despercebido... Joshua Michael Stern escreve e dirige uma história de descoberta e encantamento, em que o imaginário e o real se fundem nas fronteiras da lucidez. Um conto de fadas para os cépticos. Afinal, porque é que não podemos viver em Neverwas? Quem nos pode impedir de ser os reis do nosso país encantado? Um filho em busca do pai, acaba por encontrar muito mais do que poderia ter desejado... Com mais uma excelente interpretação de Ian McKellen, o resto do cast não fica atrás: Aaron Eckhart, William Hurt, Nick Nolte e Brittany Murphy, entre outros. Não muito amado pela crítica, quanto a mim Neverwas é um conto maravilhoso, destinado a todos, mas principalmente àqueles que não apreciam contos de maravilha! Deixo-vos com um excerto da parte final do filme, que não encontrei o trailer (quer dizer, encontrei. Mas em Húngaro e em Português do Brasil, e esses não contam!).


Enjoy!!! =)

30 de agosto de 2007

I got the no pussy blues...

Ainda dentro do espírito (e porque a arranjei ontem) - mais uma das facetas do mestre... =)

No Pussy Blues - Grinderman


My face is finished, my body's gone.

And I can't help but think standin' up here in all this applause and gazin' down at all the young and the beautiful.

With their questioning eyes.

That I must above all things love myself.

I saw a girl in the crowd,

I ran over I shouted out,

I asked if I could take her out,

But she said that she didn't want to.

I changed the sheets on my bed,

I combed the hairs across my head,

I sucked in my gut and still she said

That she just didn't want to.

I read her Eliot, read her Yeats,

I tried my best to stay up late,

I fixed the hinges on her gate,

But still she just never wanted to.

I bought her a dozen snow-white doves,

I did her dishes in rubber gloves,

I called her Honeybee,

I called her Love,

But she just still didn't want to.

She just never wants to.

I sent her every type of flower,

I played her guitar by the hour,

I patted her revolting little chihuahua,

But still she just didn't want to.

I wrote a song with a hundred lines,

I picked a bunch of dandelions,

I walked her through the trembling pines,

But she just even then didn't want to.

She just never wants to.

I thought I'd try another tack,

I drank a litre of cognac,

I threw her down upon her back,

But she just lay up and said that she just didn't want to.

I thought I'd have another go,

I called her my little ho,

I felt like Marcel Marceau must feel when

she said that she just never wanted to.

She just didn't want to.

I got the no pussy blues.

29 de agosto de 2007

Vamos falar de sexo!


Hoje, numa inocente demanda por óleo corporal, vi-me de repente rodeada por uma míriade de cores fortes, pequenas embalagens alinhadas e chamativas - preservativos. Vai daí, num instante de iluminação, uma dúvida surgiu no meu espírito. Apelo agora à vossa ajuda, visto que a minha fraca experiência no campo não me ajuda na resposta: conseguiram acertar logo com o tamanho? hehe! É que a variedade agora é mais que muita....


Mais tarde, outra domanda na minha mente fervilhante (q'estas coisas arrastam-se umas às outras): ficavam mais chocados se eu vos dissesse que tinha perdido a virgindade aos 13 anos, ou que o sou ainda aos 21?
;P


27 de agosto de 2007

"Nick loves Blixa, ALSF" ;P

Já que estamos numa de nostalgia de concertos (hum... estamos sempre, parece-me!), e visto que finalmente digitalizei esta cena para mandar à Curse, achei por bem dar-vos a conhecer, queridos leitores, honra suprema e absoluta, o meu, o dela, o nosso diário de Paredes de Coura 2005! Verão que o tema principal é obviamente Nick Cave, ou não fôssemos nós caveanas de pura cêpa. Coloco só algumas páginas, mas dá para perceber a ideia. De fora ficam as críticas aos concertos (sim, nós fizémos criticas aos concertos, e depois?), a apreciação das terrinhas do percurso, e o longo e épico monólogo da Curse, intitulado "A culpa é do Nick Cave", que talvez transcreva se ainda tiver paciência para isso no fim do post... ;) O desenho é uma homenagem - aquela que me saiu dos dedos na viagem de regresso...
Porque é que estava tonta? Porque tinha acabado de ir à casa de banho, e quem já o fez no Alfa sabe o que isso significa... O facto de me ter levantado ás 5 da manhã também teria alguma relevância...
Para quem não é de Azeitão (ou seja todos, menos três tristes gatos pingados que por aqui andam) não faz ideia de quem fosse os tal sujeito "prof Poças". Pois bem, como sou magnânima explico: É o caro professor de música que nos atazanou o juízo e que continua hoje em dia a fazê-lo às novas gerações, visto já se ter tornado parte do mobiliário da EB 2+3 . Excelente pessoa, gostava muito dele, mas dava sermões muito grandes. Acreditem. A sério... (notem que a Curse se deu ao trabalho de fazer o Sapinho com os nomes do Nick e do Blixa. Já não bebes mais chá amiga...)
Apesar do tempo, foi uma bela viagem pelo norte. Sim, nós fomos o caminho todo de comboio. Sim, somos loucas, é facto comprovado.

Hum... Feels like Azeitão... Portugal é sempre Portugal, seja em que Portugal estivermos...
A partir daqui - loucura! Foi sem dúvida o dia mais feliz da minha vida até agora. Olhar para este caderno traz-me lágrimas aos olhos. Mas são lágrimas boas. Docinhas. Cheias de recordações deliciosas!
Aqui fica então o monólogo da Curse, obra-prima da literatura de comboio!(desculpa linda, mas é bom demais para não escarrapachar aqui!)
"A culpa é do Nick Cave", por Curse of Millhaven
Isto não é justo! São 40€ p/ a pxxxx do bilhete, + os bilhetes dos comboios e até 50 cêntimos tínhamos de dar se quiséssemos mijar no carxxxx da casa de banho em Campanhã! Q'esta merda fdx!! E tenho o meu boy* à espera, coitadinho, se bem que ele já me fez esperar mt tempo, isso é um facto, mas eu ODEIO fazer esperar! Por isso, Nick isto é para ti:
- É bom que subas ao palco a tempo e horas (não, não subiu)
- É bom que leves o teu fatinho de veludo (não sei se era de veludo. mas não era o que nós queríamos)
- É bom que a tua voz ecoe alto e bom som pelo relvado inundado de gente (confere!)
- É bom que não apareças nem bêbado nem drogado (não se deve misturar o trabalho com os outros "prazeres" da vida). (confere, até prova em contrário)
- É bom que cantes a Nocturama e me olhes nos olhos enquanto o fazes (deves, deves...)
- no fundo, é bom que não defraudes as minhas (melhor dizendo nossas) expectativas de uma virginiana que gosta de chegar sempre a horas (se bem que o atraso não é por tua culpa...).
Enfim, é bom que não nos desiludas senão teremos de te violar no teu camarim branco e preto, encher-te a boca de papel higiénico preto e mergulhar a tua cabeça no puff até sufocares!
E não defraudou, claro. Nem por sombras... Foi... Inigualável como só ele e os seus companheiros sabem ser...

*aqui não devia estar boy, mas para preservar a intimidade dos meus caros amigos, só com expressa autorização da autora aqui coloco a palavra original.
Acho que daqui se pode depreender duas coisas: que nós não jogamos com o baralho todo. E que eu sou uma pessoa muito paciente...
P.S.- Os gatafunhos são meus, a letra redondinha é da Curse. O melhor elogio que já fizeram à minha letra é de que parece muito madura (obrigado lindo!), a partir daqui é só a descer... hehe
Para verem as imagem em pormenor, já sabem, é só clicar em cima.

Espero que tenham gostado. Isto somos nós. É ao mesmo tempo algo íntimo e que apetece partilhar. Mas um blog não é isso mesmo?
Beijos!

25 de agosto de 2007

The Guests

One by one, the guests arrive
The guests are coming through
The open-hearted many
The broken-hearted few
And no one knows where the night is going
And no one knows why the wine is flowing
Oh love
I need you
I need you
I need you
I need you
Oh . . . I need you now
And those who dance, begin to dance
Those who weep begin
And "Welcome, welcome"
cries a voice
"Let all my guests come in."
And no one knows where the night is going ...
And all go stumbling
through that house
in lonely secrecy
Saying "Do reveal yourself"
or "Why has thou forsaken me?"
And no one knows where the night is going ...
All at once the torches flare
The inner door flies open
One by one they enter there
In every style of passion
And no one knows where the night is going ...
And here they take their sweet repast
While house and grounds dissolve
And one by one the guests are cast
Beyond the garden wall
And no one knows where the night is going ...
Those who dance, begin to dance
Those who weep begin
Those who earnestly are lost
Are lost and lost again
And no one knows where the night is going ...
One by the guests arrive
The guests are coming through
The broken-hearted many
The open-hearted few
And no one knows where the night is going ...

Perfeita para uma tarde chuvosa. A versão que ouvem foi a que ouvi primeiro, no Coliseu em Outubro de 2005, pela voz de Antony Hegarty - e que me fez partir finalmente à descoberta do mestre Cohen...


Enjoy!