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15 de fevereiro de 2011
Antony & the Johnsons - crazy in love
Ah, tantos adjectivos prontinhos a utilizar...
tenho saudades de mim
3 de janeiro de 2010
2010
Alguém me disse que o fim da década me tinha corrido bem... Bem, não me queixo de facto. Cumpri muitos dos meus objectivos. Mas também tive dos momentos mais dolorosos, de perda e redefinição do que me rodeia... Parece-me que será sim uma altura de mudança, o início de mais um capítulo. Só posso ter esperança de que seja um bom capítulo. Para mim e para todos vocês!
Feliz ano novo!
28 de maio de 2009
Fucking hot!!!!!!
Hoje fiquei com uma certa curiosidade acerca da minha temperatura corporal, enquanto libertava vapor dentro da minha bata azul bebé de técnica administrativa de classe 2.
É sempre uma guerra quando se fala em ligar o ar condicionado, sempre foi.
Mas este ano está pior.
Temos por um lado os funcionários efectivos/a contrato da empresa, obrigados a utilizar a dita inenarrável bata, e por outro os trabalhadores temporários, sem farda, e portanto à fresquinha! Desenha-se assim um cenário típico e previsível, entre o "estou a morrer de calor" de uns, e o "isto não pode estar assim que me dão pontadas nos pulmões" de outros...
Chegamos então à temperatura corporal. Se tivermos em conta que o meu nariz começou a comportar-se como se eu estivesse com febre, suponho que não devia andar muito longe dos 37º. Se calhar estou a exagerar. Se calhar não. Na falta de termómetro, a especulação é o que há.
Solução?
Depois das férias, vou comprar uma mini-ventoinha com alimentação por USB.
E não partilho com ninguém!! (`_´)
É sempre uma guerra quando se fala em ligar o ar condicionado, sempre foi.
Mas este ano está pior.
Temos por um lado os funcionários efectivos/a contrato da empresa, obrigados a utilizar a dita inenarrável bata, e por outro os trabalhadores temporários, sem farda, e portanto à fresquinha! Desenha-se assim um cenário típico e previsível, entre o "estou a morrer de calor" de uns, e o "isto não pode estar assim que me dão pontadas nos pulmões" de outros...
Chegamos então à temperatura corporal. Se tivermos em conta que o meu nariz começou a comportar-se como se eu estivesse com febre, suponho que não devia andar muito longe dos 37º. Se calhar estou a exagerar. Se calhar não. Na falta de termómetro, a especulação é o que há.
Solução?
Depois das férias, vou comprar uma mini-ventoinha com alimentação por USB.
E não partilho com ninguém!! (`_´)
18 de maio de 2009
Ausências presentes
O tempo tem-me escapado ultimamente, perdida que ando na dança lenta da rotina. Lenta? Mas que digo? Rápida como uma sombra!
Num momento acordo, pronta para enfrentar as longas e entediantes horas do dever, só para me achar de novo na cama, morta de cansaço, sem saber para onde foi o meu tempo livre.
Uma hora diária para leitura, talvez, já a contar com os 20 minutinhos que me sobram do almoço. E o resto do tempo para dividir entre a família, a amizade, o amor, materializados nas pessoas que me rodeiam.
Que me rodeiam literalmente, à distância de um braço, de um laço forte como a vida.
As outras, perco-as de vista - volto a apanhar-lhes vislumbres quando emerjo das águas, qual náufraga perdida entre as vagas.
E no entanto, estão sempre presentes.
Por vezes não me lembro que o facto de eu pensar nelas não significa que elas saibam que nelas penso.
Sensação estranha, esta. Eu que sempre me considerei uma amiga minimamente presente, vejo-me de repente na categoria das mais ausentes.
Urge voltar a mim, voltar a eles.
Prometer tentar é fácil. O difícil é tentar.
Fica o pensamento - este, que o meu cérebro meio embrutecido decidiu vomitar em forma de palavreado pseudo-semi-literário, seja lá o que isso for se existir!
Uma nota de cor - e tristemente o acontecimento cultural mais significativo do ano até agora - Antony & The Johnsons no Coliseu de Lisboa:
De cada vez que a voz dele se eleva, sinto um arrepio na espinha. Ondas alternadas de assombro, ternura, e qualquer coisa mais subterrânea percorrem o meu corpo. Alguns primeiros acordes trazem lágrimas aos olhos, outros sorrisos, suspiros, ou pranto descontrolado.
Saio banhada em amor - pelos presentes, pelos ausentes, e por ele - o anjo!
Adenda: É deprimente percorrer a nossa lista de blogues e descobrir que metade ou foi retirado, ou está tão inactivo como nós... É melhor abrir as janelas, que este cheirinho a mofo já se está a tornar desagradável... :/
Num momento acordo, pronta para enfrentar as longas e entediantes horas do dever, só para me achar de novo na cama, morta de cansaço, sem saber para onde foi o meu tempo livre.
Uma hora diária para leitura, talvez, já a contar com os 20 minutinhos que me sobram do almoço. E o resto do tempo para dividir entre a família, a amizade, o amor, materializados nas pessoas que me rodeiam.
Que me rodeiam literalmente, à distância de um braço, de um laço forte como a vida.
As outras, perco-as de vista - volto a apanhar-lhes vislumbres quando emerjo das águas, qual náufraga perdida entre as vagas.
E no entanto, estão sempre presentes.
Por vezes não me lembro que o facto de eu pensar nelas não significa que elas saibam que nelas penso.
Sensação estranha, esta. Eu que sempre me considerei uma amiga minimamente presente, vejo-me de repente na categoria das mais ausentes.
Urge voltar a mim, voltar a eles.
Prometer tentar é fácil. O difícil é tentar.
Fica o pensamento - este, que o meu cérebro meio embrutecido decidiu vomitar em forma de palavreado pseudo-semi-literário, seja lá o que isso for se existir!

Uma nota de cor - e tristemente o acontecimento cultural mais significativo do ano até agora - Antony & The Johnsons no Coliseu de Lisboa:
De cada vez que a voz dele se eleva, sinto um arrepio na espinha. Ondas alternadas de assombro, ternura, e qualquer coisa mais subterrânea percorrem o meu corpo. Alguns primeiros acordes trazem lágrimas aos olhos, outros sorrisos, suspiros, ou pranto descontrolado.
Saio banhada em amor - pelos presentes, pelos ausentes, e por ele - o anjo!
Adenda: É deprimente percorrer a nossa lista de blogues e descobrir que metade ou foi retirado, ou está tão inactivo como nós... É melhor abrir as janelas, que este cheirinho a mofo já se está a tornar desagradável... :/
14 de setembro de 2008
Betty Orgulhosa
A Betty orgulha-se de ser a mais recente proprietária de um ligeiro de passageiros!
Não se assustem. ainda não precisam de entrar em pânico, a carta ainda não está tirada... hehe! Afigura-se-me estranho que um dos objectos que mais contribui para a ruína do nosso mundo represente ao mesmo tempo independência e liberdade. Pelo menos para mim, aqui, agora. Uma coisa tão simples como a mobilidade tornou-se imperativa nos dias de hoje. Morar a 10 minutos do emprego é um descanso, mas são dez minutos relativos. Seria talvez uma meia hora bem apressada a andar. De taxi são dez minutos que custam dez euros. De transportes não é nada porque não os há. De bicicleta fazia-se num quarto de hora - mas ser abalroada por um camião não é a minha noção de começar bem o dia! Assim sendo, venha de lá a máquina barulhenta e poluente!
Querem saber a marca e a cor para fugirem não é?
Pf!!! Queriam! ;P
Não se assustem. ainda não precisam de entrar em pânico, a carta ainda não está tirada... hehe! Afigura-se-me estranho que um dos objectos que mais contribui para a ruína do nosso mundo represente ao mesmo tempo independência e liberdade. Pelo menos para mim, aqui, agora. Uma coisa tão simples como a mobilidade tornou-se imperativa nos dias de hoje. Morar a 10 minutos do emprego é um descanso, mas são dez minutos relativos. Seria talvez uma meia hora bem apressada a andar. De taxi são dez minutos que custam dez euros. De transportes não é nada porque não os há. De bicicleta fazia-se num quarto de hora - mas ser abalroada por um camião não é a minha noção de começar bem o dia! Assim sendo, venha de lá a máquina barulhenta e poluente!
Querem saber a marca e a cor para fugirem não é?
Pf!!! Queriam! ;P
19 de maio de 2008
luzes nocturnas
São estas as noites que vou recordar para sempre - noites de castelos no alto, noites encantadas de lua e estrelas!
- Castelo de Palmela, 17/05/2008
29 de abril de 2008
pensamento do dia
25 de abril de 2008
Liberdade!

Mais um dia 25 de Abril. Dia da liberdade, dia de folguedos, dia de nos sentirmos felizes por vivermos hoje e não há 35 anos. Eu pelo menos sinto-me feliz por isso! Lembro-me da primeira pessoa que me falou do significado deste dia, andava eu na 3ª classe - A Professora Hilda. Mulher nascida em Àfrica, onde não me lembro, revolucionária acérrima. Tratou de nos incutir nas cabecinhas tenras a alegria de sermos filhos da revolução. Falou-nos dos horrores de então, sem ter medo da nossa imaturidade. Também nos falou das alegrias. Mostrou-nos as canções. Tratou de criar em mim um respeito de deus por Zeca Afonso, o poeta da revolução. Passou-nos os ideais de uma pessoa nascida livre numa época de repressão, que nunca deixa esquecer o quão valiosa é essa mesma liberdade. Nunca vou deixar de lhe agradecer isto. E mais umas quantas coisas, muitas mais. Lembro-me do desenho que fiz nesse terceiro ano, para a inevitável exposição escolar. Desenhei uma florista, com os cravos à porta, a dona da loja a colocar um cravo na arma de um soldado que por ali passava. Acho que a desenhei loira. Não tenho a certeza. Lembro-me que aquele foi o primeiro desenho de que me orgulhei a sério (desenhava muito mal naquela altura, tanto casas como letras). Fomos com ela ver uma exposição no ano seguinte, não me perguntem onde, e lá estavam as fotos, os jornais de época, a música. O medo e a repulsa que me inspiravam a PIDE continuam ainda hoje. Mais mitigados agora pela minha tendência de ver tudo à luz da História e da Sociologia. Mas continua a revoltar-me a célebre frase "no tempo de Salazar é que era!". Mete-me medo a tendência que há em tempos como estes que estamos a viver para o ressurgimento de ideais de extrema-direita. Mete-me raiva ver jovens da minha idade que não perdem dois segundos a pensar nestas coisas, para quem o 25 de Abril é um feriado com flores e fogos de artifício, sempre com o mesmo filme na televisão. Acordem de uma vez por todas!!!!! Há 35 anos, nem um isqueiro se podia usar sem licença! Querem voltar a isto?
23 de abril de 2008
Nick no coliseu
O que é que posso dizer? Acho que foi o melhor concerto da minha vida até agora... Pelo menos foi aquele que esteve mais perto de me provocar um ataque cardíaco!!!!! Aos primeiros acordes de "The Night of the Lotus Eaters" senti-me a desfalecer e a acordar ao mesmo tempo, as lágrimas saltaram-me dos olhos, e escapou-se-me um "cabrão de merda" dos lábios. É a minha música favorita do "Dig, Lazarus, Dig". Como é que ele tinha adivinhado?!!! Claro que não adivinhou, mas apanhou-me de surpresa. A partir daí foi uma montanha-russa. Ainda não recuperei. Ainda estou imersa em Cavernas e Sementes Podres, o dia inteiro a cantarolar qualquer uma daquelas canções. Desafinou? sim! Não sabia as letras? Não! Não sabiam tocar algumas músicas? não! Mas mesmo assim, foi perfeito! Fenomenal, intenso, negro e sexual como só eles sabem ser. Aquele movimento de ancas, uf.... Já não sabia se o calor era da massa humana ou da energia sensual daquele palito de bigode ali a uns míseros três metros de mim! Bem disposto e comunicativo, pronto a dizer ao público que o amava, ou chamar-lhe idiota, Nick foi ele mesmo, quer dizer, pelo menos o mesmo da sua persona de artista! Abattoir blues/the lyre of orpheus praticamente não esteve presente, mas eu acho que este não foi um concerto para os apreciadores do referido álbum, que é Nick Cave & the Bad Seeds em versão gelado de verão... Foi um concerto pesado, uma muralha sonora, suor, adrenalina e sexo, com momentos doces, mas nunca muito solenes, excepto talvez em "your funeral, my trial". Isto é o que eu acho, o que me pareceu, não tenho vocação de crítica, nem paciência, diga-se. Stagger Lee é um incêndio em forma de canção. Já o tinha sido em Paredes de Coura, mas aqui foi mais. A sala era mais pequena, mais quente, e eles estavam mais perto. Não estava à espera de "into my arms", o que foi uma agradável surpresa. Mas o brilho foi mesmo todo para as canções de "Dig, Lazarus, Dig!!", que o merecem diga-se de passagem. Este álbum é muito, muito bom. Melhor que o anterior, de que eu também gosto muito. Mas este é mais Nick Cave & the Bad Seeds, em todo o seu esplendor criativo. Espero que percebam esta verborreia. Já há algum tempo que não escrevia tanto aqui. Acho que já me alonguei demais. Para uma troca maior de impressões, está aqui a caixa de comentários, ou o mail, se preferirem, ali ao lado. Mudando de assunto, adorei a actuação de Dave Graney e dos seus Lurid Yellow Mist. A mulher dele é a coisa mais linda e querida! E ele também! Amei!!! Bem, fico-me mesmo por aqui. Despeço-me com um vídeo, nada mais nada menos que o nosso diário, meu e da Curse! Agora em versão digital, e com o dobro da parvoíce!!!! hehe!! Não filmei mais que uns segundos do concerto, que vão encontrar ali pelo meio, não estava para isso, queria era sentir a música. Ah, troquei o som do excerto pela música original, que o som estava mesmo mauzinho... Espero que gostem!!!
beijos!!!
beijos!!!
7 de abril de 2008
uf!
não sei o que escrever no blog!!!!
pronto, está dito... em plena crise de imaginação, saibam que não me esqueci de vocês...
kisses!!! ;P
pronto, está dito... em plena crise de imaginação, saibam que não me esqueci de vocês...
kisses!!! ;P
15 de março de 2008
GOVERNO PROIBE DEPILAÇÃO INTEGRAL
O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos de estética, passando a ser proibida a depilação integral, também conhecida como "depilação brasileira", a menores de 18 anos e a maiores de 35, no caso das mulheres, e totalmente proibida no caso dos homens. Esta proibição tem como principal objectivo a definição de um "quadro de referência de qualidade", que constituirá "factor de protecção dos consumidores e de informação dos profissionais".
Um "quadro de referência" que, é ainda referido, "seja proporcionador de mais segurança" para consumidores e profissionais. Para além das razões acima apresentados, o diploma refere ainda "a necessidade de manter o decoro e o bom tom no seio das nossas famílias". Para tal, e dentro do regime previsto, esta prática será levada a cabo apenas por profissionais do sexo feminino, com os olhos vendados e luvas de látex.
No projecto de lei que hoje deu entrada na Assembleia da República são igualmente definidos os requisitos dos adornos a utilizar na zona acima referida, sendo igualmente proibidas as "cuecas com abertura central, de rendas roxas, ou que sejam totalmente transparentes, sendo fortemente desaconselhado o uso de tangas e do chamado fio dental". Por último, passa ainda a ser obrigatório que o pessoal técnico informe o consumidor "previamente e por escrito", sobre todos os procedimentos, natureza dos produtos a cujo contacto será submetido temporária ou permanentemente e possíveis consequências da realização de uma depilação integral, "dando-lhe oportunidade para que possa reflectir acerca do assunto".
As secções a roxo foram retiradas daqui. Penso que é de "reflectir acerca do assunto".
Um "quadro de referência" que, é ainda referido, "seja proporcionador de mais segurança" para consumidores e profissionais. Para além das razões acima apresentados, o diploma refere ainda "a necessidade de manter o decoro e o bom tom no seio das nossas famílias". Para tal, e dentro do regime previsto, esta prática será levada a cabo apenas por profissionais do sexo feminino, com os olhos vendados e luvas de látex.
No projecto de lei que hoje deu entrada na Assembleia da República são igualmente definidos os requisitos dos adornos a utilizar na zona acima referida, sendo igualmente proibidas as "cuecas com abertura central, de rendas roxas, ou que sejam totalmente transparentes, sendo fortemente desaconselhado o uso de tangas e do chamado fio dental". Por último, passa ainda a ser obrigatório que o pessoal técnico informe o consumidor "previamente e por escrito", sobre todos os procedimentos, natureza dos produtos a cujo contacto será submetido temporária ou permanentemente e possíveis consequências da realização de uma depilação integral, "dando-lhe oportunidade para que possa reflectir acerca do assunto".
As secções a roxo foram retiradas daqui. Penso que é de "reflectir acerca do assunto".
27 de fevereiro de 2008
Formação...
9 de fevereiro de 2008
Amarelos e verdes são os campos...
... da cor das Azedas! =DDepois de um período considerável sem sair muito de casa, quando finalmente o faço, deparo-me com algo que me enche sempre de alegria, o amarelo ácido das Azedas que polvilham já os campos, tantas e tão belas e suculentas! A vontade que me deu foi a de pedir para parar o carro e ir apanhar umas quantas para roer e chupar no resto do caminho! Adoro chupar Azedas, gosto do seu sabor, uma mistura de erva, limão e terra, da sua frescura e energia. São parte da minha vida (diria infância, não fosse o facto de continuar a chupá-las frequentemente, vantagens de viver no campo, já se vê), um sinal de vitalidade, de beleza. Pequeninas gotas de sol que tombaram para acariciar o verde da relva.
Estamos em Fevereiro, e com as Azedas vem já um sopro a primavera!
Não é belo?!! :D
1 de fevereiro de 2008
falta-me ânimo...
sobra-me o sol nas folhas do limoeiro no passar lento dos meus dias.
sobra-me o teu amor nos momentos que podemos partilhar. não, não me sobra, porque nunca é demais.
mas sobra-me vontade de viver intensamente, isso sim, quando a minha receita diz para consumir de forma moderada.
um dia não me sobrará, e nessa altura vou ter saudades da calma.
mas por enquanto sobra-me o sol nas folhas do limoeiro...
27 de janeiro de 2008
Post nº 301
Acho que desde que criei este blogue nunca fiquei tanto tempo sem lhe prestar atenção, excepto em períodos de férias. Mal me sento ao computador agora, e quando o faço raramente é por mais de cinco minutos. Não sei se é bom ou mau - mas é uma diferença. Faz-me falta o contacto com os outro que este passatempo me proporciona. É principalmente isso que aprecio nestas páginas de internet formato blogue, o contacto ainda que virtual com outros. Mas agora ando desleixada, abandonei um pouco a casa. Talvez não seja por muito tempo, quem sabe? No entanto, não consigo continuar a manter três blogues. Assim, vou parar de alimentar o surrealidades fotográficas e o vita in viola. Não os apago, vou simplesmente deixar de publicar por lá. Ou se calhar já deixei, vendo o tempo que passou. As minhas fotos, quando me der para isso, ficam aqui, no aquário. Quanto às memórias de Itália, bem, as restantes ficam comigo...
Nem sei porque me estou a justificar. Talvez porque apesar do campo ser virtual, não me consigo desligar da noção de que estão pessoas na outra ponta, às quais devo uma explicação, por pequena, da minha ausência. Mesmo que não se importem com isso. Sou simplesmente assim.
Mudando de assunto, e à semelhança do que aconteceu à Curse hoje o vh1 trouxe-me uma memória da adolescência. Nos idos de 1997, saía para a rádio mais um hit dos Rolling Stones, este aqui em baixo. Esta canção marcou-me profundamente, tanto que ainda me arrepia. Acho que vai continuar a arrepiar. É a canção do dia, hoje.
Fiquem bem! =)
Nem sei porque me estou a justificar. Talvez porque apesar do campo ser virtual, não me consigo desligar da noção de que estão pessoas na outra ponta, às quais devo uma explicação, por pequena, da minha ausência. Mesmo que não se importem com isso. Sou simplesmente assim.
Mudando de assunto, e à semelhança do que aconteceu à Curse hoje o vh1 trouxe-me uma memória da adolescência. Nos idos de 1997, saía para a rádio mais um hit dos Rolling Stones, este aqui em baixo. Esta canção marcou-me profundamente, tanto que ainda me arrepia. Acho que vai continuar a arrepiar. É a canção do dia, hoje.
Fiquem bem! =)
30 de dezembro de 2007
2008.... ano, belo ano, que fado me reservas?
antes de mais, FELIZ ANO NOVO PARA TODOS VOCÊS!!!!!!!!Sinto que este é um daqueles anos-charneira, aqueles que fazem a transição de fase para fase. Pela primeira vez, vejo-me fora do universo escolar, prestes a tentar o mercado de trabalho. Sinto-me diferente, não tenho objectivos precisos, nem grandes desejos... Porque o meu maior desejo foi já atendido, na forma de um homem mais maravilhoso que tudo o que eu me atrevia a imaginar. Sempre que via uma estrela, sempre que mordia as velas do bolo, sempre que atirava uma moeda, o meu desejo era sempre o mesmo: amor. Nada de muito específico, mas uma ligeira noção no limiar da minha mente. *Quero alguém que me ame para amar*. E tu chegaste - tu, por quem esperei durante anos, sem que ninguém te precedesse. Simplesmente tu. E é por estares a meu lado que acho que 2008 vai ser um grande ano. Mesmo que ainda não esteja licenciada. Mesmo que tenha de adiar por um pouco os meus sonhos. Quando os puder realizar, sei que vais estar lá comigo. Ou pelo menos, gosto de pensar que sim, que estarás. E isso vai torná-los ainda melhores, mais gostosos e saborosos... Por isso, por ti, e por todos os bons amigos com os quais tenho a sorte de poder contar, acho que tenho de agradecer aos anos passados - e partir para o novo ano com um sentimento de esperança no peito!
Benvindo, 2008, ano redondinho como eu.... =)
3 de dezembro de 2007
O universo perverso dos contos infantis ou às vezes dá-me para isto

Desde que comecei a ter algum discernimento, e como apreciadora de contos tradicionais que sou, sempre me fez alguma confusão a maneira como estes são adoçados para os ouvidos das criancinhas. No entanto, continua tudo lá, nas entre-linhas. A crueldade é óbvia, na grande maioria das vezes. Já devem ter percebido que não estou a falar de contos Disney-style, mas daqueles escritos, naqueles que vinham nos livros para ler às crianças. Nos contos de Grim, por exemplo, entre outros. Mas não são para crianças, de facto, fazem parte da tradição oral, são lições. O conteúdo sexual foi disfarçado, claro, quando se tornaram parte do imaginário infantil. Por exemplo... Quando o caçador veste a pele do lobo, no capuchinho vermelho, é para tomar o capuchinho, que não me parece que seja uma criança, mas antes uma suculenta adolescente. Isto são considerações leigas, se por milagre passar por aqui alguém que perceba do assunto, corrijam-me, por favor. Mas porque é que eu estou a falar disto? Bem, há uns tempos dediquei algum tempo a analisar a história da branca de neve e dos seus anões, durante uma viagem de carro. Cheguei a algumas conclusões:
1º- A rainha não estava com inveja da beleza da afilhada, é mais provável que tenha agido por motivos económicos e para garantir a segurança da sua própria descendência. E talvez para contrariar alguma tendência incestuosa daquele pai extremoso.
2º- O caçador não a liberta por ter bom coração, mas sim porque a rapariga era muito boa nos favores sexuais...
3º- A princesa vai parar à casa dos anões. Ok. É uma princesa, ou seja, uma pirralha mimada, nunca lhes iria limpar a casa... Depois, eles são 7. São anões, não são gnomos. Trabalham o dia inteiro nas minas, o que quer dizer que são fortes e com pouco na cabeça, além de estarem sujeitos a uma enorme solidão e a consequentes tendências sodomitas. Portanto...
4º- A princesa não passaria o dia a cuidar deles e a tratar-lhes da casa, mas tranformar-se-ia muito provavelmente na sua escrava sexual. O que talvez não lhe desagradasse totalmente, e o que a inviabilizaria irremediavelmente enquanto provedora de herdeiros reais, e que seria exactamente o objectivo da rainha ao mandá-la para ali.
5º- Posto isto... É muito provável que não tenha sido envenenada com uma maçã, mas que tenha tido problemas com o parto do descendente dos anões. O que possivelmente também teria acontecido à rainha, em vez de morrer por ter brasas nos sapatos.
Parece-me que as coisas assim são muito mais lógicas, não? Também são menos interessantes, e não dão um conto. E não há passarinhos a bailar e a cantar. Nem pentes, nem fitas apertadas no pescoço. Mas não deixa de me agradar.Tal como a visão ali de cima da Paula Rego, mais orgásmica que outra coisa. E tal como esta outra versão alternativa da história aqui em baixo:
Peço desculpa se destruí os sonhos a alguém... Mas já é altura de se ir questionando o que nos enfiam na cabeça em crianças. Afinal de contas, porque será que tem sempre que ser o lobo a morrer?
;P
1 de dezembro de 2007
Campanhas inteligentes...
Neste dia mundial contra a SIDA, dois das melhores campanhas que por aí andam, uma MTV, e outra portuguesa. Qual é a vossa preferida? ;P
Enjoy... Mas seguros!
(eu sei que este post é altamente previsível... mas não há melhor ocasião para mostrar estes vídeos maravilhosos... )
Enjoy... Mas seguros!
(eu sei que este post é altamente previsível... mas não há melhor ocasião para mostrar estes vídeos maravilhosos... )
10 de outubro de 2007
O sublime

William Blake, Death on a Pale Horse, c.1800, Fitzwilliam Museum, Cambridge
"A morte é a única certeza da vida". Cliché, claro. Mais um. Entre tantos... E no entanto, todos sabemos que é verdade. A diferença reside no modo como lidamos com esta certeza. Não acredito que haja qualquer coisa mais para além do fim da nossa vida orgânica... Acho que morremos e pronto. Acaba-se tudo. E que esta é a única vida que temos. Preciosa, portanto. E muito frágil. Há algo de aflitivo na morte súbita, aquela que chega assim de repente, sem aviso, a maior parte das vezes por uma razão estúpida. Porque tropeçámos e fomos parar à linha do comboio. Porque um condutor apressado e distraído não nos viu na passadeira. Porque caiu um piano do terceiro andar. O que me aflige nisto são aquelas pequenas coisas diárias que ficam súbitamente interrompidas, sem razão. Aquele jantar com os amigos porque tanto ansiávamos e que tinha tantas vezes sido adiado por quase nada. O fato que fica por levantar na lavandaria. Os mails que ficam por ler. E acima de tudo, a dor daqueles que de um segundo para o outro, ficam órfãos de coração... Como se lida com algo assim? É impossível não seguir em frente. Não temos escolha nesta matéria. Nenhuma mesmo. A não ser que nos suicidemos, somos empurrados para a frente por um mundo que não se compadece da dor. Afinal é só mais uma morte. Acontece a toda a hora, em todo o lado. Há coisas para fazer, um dia-a-dia que precisa de nós para manter a sua rotineira existência. Não tenho sinceramente medo de morrer. Tenho medo da dor física. Mas não da morte em si, visto que segundo o meu ponto de vista, nem me irei aperceber dela. Mas tenho receio de não viver. De deixar de um momento para o outro um jantar por comparecer. Um exame por fazer. Ou um blog vazio... No entanto, isso não me provoca medo de viver, pelo contrário. A cada segundo tenho medo do fim da vida, e por isso a cada segundo a amo mais. Cada pequeno momento de perfeição é uma dádiva a aproveitar. Acho que a única coisa que posso fazer é isto. E é dizer àqueles que amo isso mesmo. Que os amo. Tantas vezes quantas as necessárias. E as desnecessárias também. Porque no fim, acho é isso afinal que me horroriza mais. Deixar a vida sem que aqueles que me rodeiam saibam o quanto são queridos por mim. Porque tudo o resto é supérfulo. Necessário, mas supérfulo. Incoerente? Pensem lá um pouco. Talvez não o seja assim tanto... Porque estarei a falar nisto? Porque sim, porque o penso frequentemente, e porque posso não ter mais oportunidade de o fazer. Quem sabe?
No fim de contas, a morte é a demonstração última do SUBLIME...
25 de setembro de 2007
«Freegan, os recolectores dos tempos modernos»
A Pública deste domingo (23/09) trouxe um artigo que me chamou muito a atenção (o facto de eu só escrever sobre ele terça feira à noite diz bastante da minha preguiça inata). Trata então de uma nova subcultura urbana que cresce em Nova Iorque, os Freegan, palavra que surge da contracção de Vegan com free. Em sumário, os freegan tentam viver dos desperdícios da sociedade moderna - reduzindo os seus hábitos de consumo ao mínimo. Pescam nos caixotes do lixo os restos de comida aproveitáveis que os outros não quiseram - principalmente naqueles das superfíceis comerciais, ou dos restaurantes. Para informações detalhadas, visitem o link que está ali acima. Começam inclusivé a ser criados sites de receitas freegan, entre muitos que preconizam este estilo de vida. O artigo, original do Los Angeles Times, foca-se no caso de Madeline Nelson, uma ex-directora de comunicação de uma cadeia de livrarias, que ganhava um salário de centenas de milhares de dólares por ano, e que se tornou freegan em 2005. Reduziu os seus gastos anuais de 72.000 para 18.000 euros, e não compra roupa há três anos, mas continua a comprar papel higiénico e comida para os gatos. O artigo termina informando-nos que «Nelson adorava passear pelos grandes armazéns e comprar livros e sapatos. Agora experimenta a mesma satisfação ao encontrar 20 frangos assados temperados com alecrim num contentor da Gourmet garage ou enquanto conversa com amigos durante um almoço feito com lixo. E nunca foi tão feliz.».
Devo confessar que o conceito me causou alguma repulsa no primeiro instante, pois imediatamente me vieram à memória (visual e olfativa) os contentores fedentes que se encontram pelas nossas ruas. Ao continuar a ler, os meus receios acalmaram-se, e até me surgiu uma certa simpatia pela causa. Tem lógica, de facto. Ironicamente (ou talvez não) é algo só possível nas grandes metrópoles, tais como Nova Iorque. Não estou a ver um Freegan a conseguir sobreviver comodamente sequer em Lisboa, quanto mais em qualquer das outras cidades do nosso país. Bem, um talvez, mas uma comunidade? Não me parece possível, mas e daí talvez eu não tenha uma noção muito boa da qualidade e quantidade de lixo da nossa capital. Em geral não tenho qualquer problema com roupa usada (sou fã acérrima das lojas de roupa em segunda mão e das feiras, e quem me conhece sabe isso), ou com recuperar objectos do lixo (o candeeiro do meu quarto tem essa origem, por exemplo), e adoro criar algo novo com velhos materiais. Continuo no entanto, uma irremediável consumista. Não digo que não pudesse prescindir destes pequenos luxos (música, livros, sapatos e acessórios, principalmente), mas acho que se pudesse escolher, não o faria. E depois, tenho uma relação de amor supremo com a comida e com a culinária (dêem-me uma cozinha bem equipada e eu sou uma mulher feliz). Alimentos frescos, plenos de vitalidade e sabor - fonte de prazer absoluto... A ideia, não deixa no entanto de me cativar. Nunca serei Freegan em Portugal. Mas não digo que não o seria se vivesse em Nova Iorque por exemplo. E visto que ainda não inventaram uma máquina do tempo, continuamos a não saber o que o futuro nos reserva, não é verdade? ;)
Fiquem bem!
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