24 de junho de 2007

Christine vs Karma police

Ontem vi pela 4ª ou 5ª vez o excelente Christine de John Carpenter, de 1984. Baseado num romance de Stephen King, é a história de um carrão clássico de sexo feminino, muito ciumento e de péssimos fígados! Lindo! Mas não é sobre o filme que quero escrever. Só ontem me dei conta de que o video de Karma Police dos Radiohead contém parecenças com uma das cenas emblemáticas de christine, esta aqui de baixo. Pelo menos, assim me pareceu.



É muito interessante a reflexão que nos levanta todo este sistema de citações dentro dos media (utilizo este termo porque a variedade hoje em dia não se limita nem por sombras ao audio-visual), que constituem a base da cultura de fãs - e que tem uma expressão previlegiada aqui, no mundo dos blogues. É através destas ligações que a nossa comunicação e identificação se processa, que se criam laços, e se estabelece a hierarquia entre aqueles que são capaz de as identificar, e que portanto se inserem dentro do nosso círculo, e aqueles que estão fora. Este assunto dá uma tese, e pode ser muito mais desenvolvido, mas agora não estou com cabeça para isso, embora seja uma matéria que se insira muito bem no que ando a estudar.

Um beijo, deixo-vos com as imagens! =))

22 de junho de 2007

Who Framed Roger Rabbit?


Não sei porque é que me lembrei disto agora... Deu-me uma enorme vontade de ouvir esta música, de rever a Jessica - sex-symbol supremo do mundo dos cartoons! Um dos meus filmes preferidos quando criança, que vi vezes sem conta... Tive uma fúria quando a minha irmã me estragou a cassete. Um bom investimento pa fazer em dvd! =) De 1988, ainda hoje me espanto com a naturalidade com que personagens de carne e osso convivem com as animadas, muito bem feito! Deixo-vos então com a boneca mais sexy de todos os tempos (embora eu prefira a Betty Boop!) ;)


Beijos!!!!!!!!

21 de junho de 2007

Guilty Pleasures...


Seguindo o exemplo ali da Niskas, hoje trago um prazer culpado (e daí talvez não!).
Costumo deixar o Media Player em modo aleatório, para usufruir de toda a playlist. O que é que isso interessa, pensam vocês? Interessa porque estando eu concentrada a esmiuçar o manifesto surrealista, de repente me salta uma música que foi importantíssima na minha adolescência, e que já não ouvia há imenso tempo: Join me in death, dos HIM aka His Infernal Majesty. Aliás, Razorblade Romance, foi o álbum que mais ouvi, over and over again na complicada fase dos 14 - 16 anos... Comprei-o no dia do baile de finalistas do 9º ano, e a minha tia, que estava comigo, pensou que o Ville era uma mulher! Foi o meu consolo, a minha fonte de alegria. A cabeça cheia de pensamentos mórbidos (nada suaves mesmo - inside joke ali para a Maria...) enchia-me de uma sensação de ser alguém, uma mente em funcionamento, que merecia o lugar que o estúpido corpo ocupava neste mundo... Sim, era gótica q.b., mas não na parte estética (bem, um bocadinho, mas nada que se notasse muito! A minha mãe estava sempre a implicar com o risco nos olhos e com as unhas azuis...), mais no pensamento. Mas sempre prezei demasiado a originalidade e a liberdade para me estar a inserir em grupos! Adiante! Ville Valo, esse príncipe do gelo, esse filandês sexy e pálido, andrógino o suficiente para despoletar paixões avassaladoras numa adolescente fixada na estética Romântica. Era o meu modelo de homem na altura, devo confessar (agora é mais o Nick Cave... ffffff!!!). E continuo a gostar da sua voz. Sim, HIM é música para gajas. É pop disfarçado. As músicas são todas parecidas, em letra e melodia. É mel disfarçado de vinagre. Mas quando a minha cabeça está a rebentar de tanto estudo e pensamento, é um bálsamo que vai directo ao coração. Foi o meu primeiro concerto, a 10 de Novembro de 2001, véspera do meu 16º aniversário, a melhor prenda que me podiam ter dado. Pode dizer-se que comecei o dia de anos ao som da minha banda favorita (na altura). E ainda hoje me arrepia ouvir Join me in death, e lembrar-me de um Coliseu a abarrotar e a gritar a plenos pulmões "This life ain't worth living!!". Eu acho que merece, sempre achei. Mas mesmo assim, gritei, com toda a alegria do meu coração - porque este é o poder da música! Deixo-vos com o vídeo, a versão da banda. A primeira versão que eu vi (e que me fez apaixonar) foi a da banda sonora de Existenz, com umas luzes verdes muito cool. ;)





A poison kiss for you all! ;P

20 de junho de 2007

50 anos de arte portuguesa na Gulbenkian

Hoje, sugestão cultural... É claro que nem todos têm o previlégio de ter uma das comissárias da exposição a fazer-vos a vista guiada, mas também não têm que a aturar nas aulas! lol! Falo da Doutora Raquel Henriques da Silva, figura polémica, de que possivelmente já terão ouvido falar, e que este ano me calhou em introdução à museologia. Adiante. A sugestão é a de NÃO PERDEREM (pela alma das vossas mãezinhas!!) a exposição "50 anos de arte portuguesa", patente até 9 de Setembro (têm muito tempo, portanto, mas não façam como no Amadeu, e não deixem para o último dia!) na fundação Calouste Gulbenkian. Vale a pena, acreditem! 50 ANOS DE ARTE PORTUGUESA. Exposições De 06/06/2007 a 09/09/2007 Terça, quarta e domingo: 10h00 - 18h00 quinta, sexta e sábado: 10h00 às 22h00, Salas de exposições temporárias no piso 0 e 01 da Sede
Esta exposição de arte portuguesa, que integra o programa das Comemorações do Cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, é uma iniciativa conjunta do Serviço de Belas-Artes e do Centro de Arte Moderna, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, em colaboração com as curadoras-adjuntas Ana Filipa Candeias e Ana Ruivo.
A exposição apresenta uma selecção de centena e meia de obras da colecção do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão escolhidas em articulação com a documentação existente sobre os artistas apoiados, em subsídios e bolsas, pela Fundação desde 1957 até à actualidade.Este cruzamento, colecção e arquivo, permite que as obras de arte possuam um lastro significante, vindo da voz dos seus próprios criadores, através dos seus relatórios de trabalho.
Deste modo, 50 anos de arte portuguesa pretende ser uma peculiar celebração: a de um intenso convívio entre uma instituição e largas dezenas de artistas – conjunto vasto de autores com elevado reconhecimento na História de Arte Portuguesa – que envolve apreço, mútua dádiva, estabelecimento de novas prioridades e algumas provocações.

Uma das obras que mais me cativou foi "Instrumental Version", de João Onofre, 2001:

(Zé, lembrei-me logo de ti! - liga-se perfeitamente ao teu anúncio de carros favorito!)

Para além disto, os cadernos de candidatura dos artistas são excelentes fontes de estudo, e de compreensão. Uma das raridades encontradas nos arquivos de documentação são os cadernos de Paula Rego, e os trabalhos de guache que constituem o ponto de charneira entre a sua abstração expressionista inicial e a figuração fantástica que tão bem lhe conhecemos hoje! Preciosos!!!!
Vão, a sério!!! De certeza que vos agradará de sobremaneira!!!!! ;P
Beijoca!!!

19 de junho de 2007

Elevator Movie


Para além dos canais Lusomundo, e da RTP2, também a Sic Radical me proporciona um sem número de alegrias cinematográficas! Ontem à noite foi Elevator Movie, uma deliciosa fábula, onde a situação extrema de duas pessoas obrigadas a conviver num elevador quebrado descamba no mais puro surrealismo: Jim is a shy, withdrawn loner, pervert, and virgin. Lana is a friendly and outgoing born again Christian who has renounced her promiscuous drug filled past. They have never met until they step into an elevator together one day. The elevator gets stuck between floors, and they start to get to know each other. A building maintenance man assures them over the elevator's emergency intercom that an elevator repairman is on the way to let them back into their lives. Hours, days, weeks, and months pass, and no repairmen ever show up. Jim and Lana spend their days screaming into the intercom trying to get the maintenance guy to answer again. He doesn't.
Starvation is not a problem for them, as Lana entered the elevator with a bag full of groceries which is mysteriously found to be filled with fresh food every morning. After enough time passes, Jim gives up hope of escape and resigns himself to building a new life in the elevator with who he sees as his first girlfriend. Lana on the other hand desperately wants to escape, and clings to her faith in God to provide them with an opening of the elevator doors. Eventually, a reluctant and desperate romance begins between the two, but it is promptly cut short by an inexplicable transformation of parts of Lana's body into metal


Uma obra independente, com diálogos de uma qualidade extrema, e que não se torna monótona, apesar do limitado espaço de acção. Podem ver todos os pormenores no link acima, o site é bastante completo. Repetição sábado, às 23h, na SicRadical! A não perder, absolutamente!!!!!




Fiquem bem!!

18 de junho de 2007

Jeff Buckley - Lover You Should've Come Over (Live)

Porque não me sai da cabeça há dias e dias. Uma das canções da minha vida - sempre lá para mim quando os blues tomam o controlo... "so, i'll wait for you, and i'll burn. will i ever see your sweet return?..." (suspiro...)

17 de junho de 2007

Está-me cá a querer parecer...

... que vou investir os meus primeiros ordenados num RealDoll!!!! Pormenores embaraçosos à parte, uma mulher tem que se satisfazer, não é? E visto que o mercado de homens de carne e osso está muito escasso, porque não remediar com um de silicone? ;P Quero um moreno, de cabelo comprido, olhos verdes, não demasiado musculado, vestido de gola alta preta e casaco de veludo cor de vinho! Ah - pelo menos 20cm, com 4cm de diâmetro! hehe!!Se entretanto me puderem recomendar um rapazinho assim, e que além disso seja culto, inteligente, sensível, com um grande sentido de humor e bom gosto musical, poupam-me uns bons 10 000 dólares(não precisa de preencher as medidas acima referidas, só precisa de saber usá-lo bem!)! Vá lá, sejam bonzinhos aqui para a Betty, que não é rica como a carochinha, mas que é muito boa rapariga! :DSó tenho pena que o número de modelos masculinos seja muito inferior ao feminino. Sinal da boa saúde emocional das mulheres, hum hum!!

Ok, brincadeiras à parte, estas bonecas são assunto sério, e levantam um sem número de questões psicológicas e sociológicas, mas admito que me fascinam um bocado. É o sonho do parceiro ideal, para pessoas com fraca autoestima. Não é o meu caso, não se preocupem - mas já que compro um vibrador, pelo menos compro logo o pacote completo!!! LOL!


Fiquem bem, sonhos coloridos! ;P

16 de junho de 2007

Kiss Kiss, Bang Bang


Benditos canais Lusomundo, que me tornam as tardes mais agradáveis! =) A sessão de hoje foi Kiss Kiss, Bang Bang, 2005, e tem como elenco:

Robert Downey Jr. as Harry Lockhart
Val Kilmer as Gay Perry
Michelle Monaghan as Harmony Faith Lane
Corbin Bernsen as Harlan Dexter
Dash Mihok as Mr. Frying Pan
Larry Miller as Dabney Shaw
Rockmond Dunbar as Mr. Fire
Shannyn Sossamon as Pink Hair Girl
Angela Lindvall as Flicka

Informações detalhadas aqui, que eu não tenho paciência para grandes discursos nestas coisas!


O meu amor por Downey Jr. começou com Chaplin, e não parou desde então... E neste filme está soberbo! Quanto a Val Kilmer, desde que interpretou Jim Morrison no filme The Doors que me ficou no goto! E tem também aqui mais um grande papel, enquanto gay... Cheio de acção, com um humor devastadoramente delicioso, entre a comédia e o filme noir, Kiss Kiss Bang Bang é uma obra maior, pelo menos do meu ponto de vista... =)
deixo-vos com o trailer, que fala melhor que eu!





Espero que gostem! Kiss Kiss!!! ;P

15 de junho de 2007

Parabéns a mim!! - atrasados!!!!


Lembrei-me de repente de ir ver a data do meu primeiro post... 3 de junho de 2006. Não é que já fiz um ano, e nem dei por isso?!!!!!! Pensava que era em julho... É o que dá a flutuação dos anos académicos, por esta altura no ano passado já tava quase livre....
É engraçado, porque este espaço nasceu de um puro acaso: queria deixar um comentário no blog da radar, e só aceitavam bloggers. Vai daí, criei a identidade, e olha, que se lixe, vai blog também! hehe! Enquanto matutava num nome porreiro, olhei para o lado, e nasceu o peixe de aquario - e para quem nunca tinha prestado a miníma atenção à blogosfera e nem sabia muito bem o que era isso, a coisa até pegou! Primeiro post a sério, Jeff Buckley, claro está... Na altura o meu computador era pré-histórico, por isso nem imagens podia colocar. Apenas e só palavras contra o fundo negro do template original... Daí para cá, muita coisa mudou, mas também muita coisa ficou igual, e posso dizer que estou bastante satisfeita com a evolução. Por isso, parabéns à Betty Coltrane e ao Peixe de Aquario, que a sua relação se mantenha por mais uns tempinhos. Quanto à Vera, deixa-vos um grande abraço, e um profundo agradecimento pela paciência de lerem as baboseiras que se lembra de escrever!
E sim, a Lover you should've com over continua a beter tão forte como antes, e cada vez que a oiço apetece-me escrever sobre ela... Até me lembrar que já o fiz! "It's never over..."