4 de agosto de 2006
3 de agosto de 2006
Almas gémeas
Rodin - A CatedralTenho passado os últimos dias a pensar no conceito de alma gémea... Acreditam que existe uma alma gémea por aí à solta, á espera que tropecemos nela/e? Então é porque estão apaixonados, e em princípio de relação, de certeza. Acertei? Pois, só não acerto no Euromilhões... ;)
Brincadeiras á parte, estou cada vez mais convencida de que as nossas percepções deste assunto estão intimamente ligadas aos estados da nossa vida (não vida no meu caso) amorosa. Lendo isto, parece-me de facto estúpidamente óbvio... Enfim, continuando, é claro que a alguns românticos idealistas, esta bela ideia atrai como se de uma directriz de vida se tratasse. Eu não estou desencatada com o amor, apesar do que o meu tom possa deixar transparecer. Só estou a rever seriamente as MINHAS directrizes... Certo, ex-romântica idealista em processo de crescimento. A sociedade moderna não me parece o local ideal para se ter uma alma gémea. As pessoas estão demasiado ocupadas a preocuparem-se consigo mesmas para se darem ao trabalho de CONHECER o outro. Não é travar conhecimento, isso é fácil. É conhecer a sério, o mais profundamente possível... Ou, já que falamos nisso, conhecerem-se a si próprias. Mais uma vez, a diferença de termos é importante - preocupar é fácil. Conhecer é difícil, exige reflexão, logo exige tempo, que vale petróleo, logo não pode ser desperdiçado em coisas de somenos importância como estas... Como é que é possível ter sequer a esperança da existência de uma alma gémea nestas condições? Ná!!! Não me parece! Enfim, acho que temos de nos contentar com um ser humano normal, com o qual tenhamos de resolver as nossas diferenças, e que tenha o azar de nos cair ao caminho! =)
Um grande beijo, tenham ou não encontrado a metade perdida da vossa alma!
Búzio, guarda a minha voz - mas quando quebrares, a quem pertencerá ela?
Rocha salgada, que pelo mar és lambida. Leite da terra, fogo transformado em eterna quietude.Enquanto ainda te levantas, orgulhosa, majestade enfeitiçada no momento perpétuo, nós passamos, passamos mas não ficamos. Ficas tu, sem memória de nós. Então porque parar? guardar memória de ti? Mensageira, guarda do infinito tempo passado, presente e futuro - guardiã dos segredos de Gaia - guarda agora o meu segredo, para que as gerações futuras possam tocar as minhas mãos através de ti, através do mar, através da luz. Para que eu, ser perecível, não mais pereça através da tua firme infinitude.
O Triunfo dos Porcos (não, não são esses!)
Estão insatisfeitos com o estado do vosso país? Desejam algo novo? Fresco? Variado? Algo que não vos faça sentir na merda? Em baixo? Incompreendidos? Nesse caso, nós temos a solução!Torne-se cidadão da nossa república!! Garantimos total satisfação, por período limitado de tempo. Já sabe, torne-se um cidadão de pleno direito da bela República do Porco Preto - garantimos que se vai adaptar muito facilmente!! Afinal de contas, os vizinhos não serão muito diferentes.... REPÚBLICA DO PORCO PRETO - a solução para todos os seus problemas!!!!
Não garantimos um período de vida alargado (com sorte chega aos 200kg), mas que será uma boa vida, ai isso será!!!!
31 de julho de 2006
Chris Isaak - grrrrraaaauuurrrrrrr!!
"This world is only gonna break your heart..."Não podia estar mais de acordo... Especialmente se for dito desta forma arrastada e sensual... hum, que voz... Uma das minhas músicas preferidas de sempre - se me quiserem seduzir, já sabem... LOL!!
Este vídeo é mítico... Esta música é fenomenal...
E esta noite sinto-me... Acho que sabem como!
Um beijo, muito lento, muito leve, mesmo na dobra da orelha... É isso!
Um destes para quem quiser...
Os outros recebem um beijinho normal! :)
30 de julho de 2006
Homem

O Homem
Pensava, pensava
E só pensava
Nada dizia
De tanto pensar
Calado estava e nada dizia
Pensava na vida
Pensava, pensava
De tanto pensar
Às vezes falava mas nada dizia
O Homem
Que só pensava
Um dia pensou enquanto falava
Falou, falou mas pouco dizia
Voltou a pensar
Porque ninguém o ouvia
E num momento
Enquanto pensava
Pensava e sorria
Para quê falar, se ninguém o ouvia
O Homem
Que só pensava
Às vezes dormia
Às vezes sonhava
E quando acordava
Pensava que ainda dormia
E o mundo mudava
O Homem não via
Troavam canhões
A fome crescia
Crianças sofrendo
E o Homem pensava, nada fazendo
O Homem sofria mas nada fazia
Pensava, pensava
E enquanto pensava
O Homem morria
José Raposo, Afectos e Cumplicidades, Ed. autor, Setúbal 2006
O Velho Barco
O velho barco partiuP'ra rude faina do mar
E há quem diga que viu
O velho barco chorar
Partia sem rumo certo
Mas decerto já sabia
Não ia ficar por perto
Na última vez que saía
O velho barco chorava
Não por ter medo do mar
Sabia que não voltava
Nunca mais a navegar
E hoje o barco velhinho
Que já não navega mais
Vive triste e sozinho
Encostado a qualquer cais
José Raposo, Afectos e Cumplicidades, Ed. de Autor, Setúbal, 2006
