12 de outubro de 2007

Between my legs

Para animar depois do post anterior, e para vos deixar ir de fim de semana com um sorriso nos lábios, nada melhor que o meu querido Rufus....

um beijo para todos!! enjoy! :D

10 de outubro de 2007

O sublime


William Blake, Death on a Pale Horse, c.1800, Fitzwilliam Museum, Cambridge


"A morte é a única certeza da vida". Cliché, claro. Mais um. Entre tantos... E no entanto, todos sabemos que é verdade. A diferença reside no modo como lidamos com esta certeza. Não acredito que haja qualquer coisa mais para além do fim da nossa vida orgânica... Acho que morremos e pronto. Acaba-se tudo. E que esta é a única vida que temos. Preciosa, portanto. E muito frágil. Há algo de aflitivo na morte súbita, aquela que chega assim de repente, sem aviso, a maior parte das vezes por uma razão estúpida. Porque tropeçámos e fomos parar à linha do comboio. Porque um condutor apressado e distraído não nos viu na passadeira. Porque caiu um piano do terceiro andar. O que me aflige nisto são aquelas pequenas coisas diárias que ficam súbitamente interrompidas, sem razão. Aquele jantar com os amigos porque tanto ansiávamos e que tinha tantas vezes sido adiado por quase nada. O fato que fica por levantar na lavandaria. Os mails que ficam por ler. E acima de tudo, a dor daqueles que de um segundo para o outro, ficam órfãos de coração... Como se lida com algo assim? É impossível não seguir em frente. Não temos escolha nesta matéria. Nenhuma mesmo. A não ser que nos suicidemos, somos empurrados para a frente por um mundo que não se compadece da dor. Afinal é só mais uma morte. Acontece a toda a hora, em todo o lado. Há coisas para fazer, um dia-a-dia que precisa de nós para manter a sua rotineira existência. Não tenho sinceramente medo de morrer. Tenho medo da dor física. Mas não da morte em si, visto que segundo o meu ponto de vista, nem me irei aperceber dela. Mas tenho receio de não viver. De deixar de um momento para o outro um jantar por comparecer. Um exame por fazer. Ou um blog vazio... No entanto, isso não me provoca medo de viver, pelo contrário. A cada segundo tenho medo do fim da vida, e por isso a cada segundo a amo mais. Cada pequeno momento de perfeição é uma dádiva a aproveitar. Acho que a única coisa que posso fazer é isto. E é dizer àqueles que amo isso mesmo. Que os amo. Tantas vezes quantas as necessárias. E as desnecessárias também. Porque no fim, acho é isso afinal que me horroriza mais. Deixar a vida sem que aqueles que me rodeiam saibam o quanto são queridos por mim. Porque tudo o resto é supérfulo. Necessário, mas supérfulo. Incoerente? Pensem lá um pouco. Talvez não o seja assim tanto... Porque estarei a falar nisto? Porque sim, porque o penso frequentemente, e porque posso não ter mais oportunidade de o fazer. Quem sabe?





No fim de contas, a morte é a demonstração última do SUBLIME...

9 de outubro de 2007

7 de outubro de 2007

buffalo '66

Pude ontem finalmente ver esta fantástica obra (em minha humilde opinião), de Vincent Gallo. Buffalo '66 faz-nos enfrentar os nossos próprios demónios, através dos olhos de um homem que nunca se viu sem os seus. É impossível não sentir uma grande simpatia por Billy Brown, apesar da sua personalidade agressiva e irrascível, graças à fragilidade que se esconde por detrás dessa capa. O amor traz a redenção, o carinho por que o seu coração faminto ansiava. As cenas no Motel, na parte final do filme são algo de infinitamente belo - algo que a música de Vincent não faz mais que sublinhar... Um belo filme, feito por um belo homem, diga-se de passagem... hehe!


Enjoy, e fiquem bem!! :D

6 de outubro de 2007

3 de outubro de 2007

Pássaros Feridos

«Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia a solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda. (...)* O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável impelido por ela, não sabe o que é impalar-se e morre cantando. No instante em que o espinho penetra, não há nele consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos, compreendemos. E assim mesmo fazêmo-lo.»

Colleen McCullough, Pássaros Feridos

* O parêntises é o livro inteiro. Só para saberem. =)


To be by your side, Nick Cave & The Bad Seeds. Pareceu-me apropriado...

2 de outubro de 2007

Quiz night:

You Are Picky When it Counts

Like most sane women, you want a great guy who will treat you well.
But you're also willing to put up with a few flaws in your Mr. Right
You should congratulate yourself on having a realistic approach to dating.
You probably have quite a few great guys you can date!
Quanto à última frase: i wish!

You Make a Great First Impression

You can handle almost any social situation with grace, even the tricky ones.
Strangers often find you charming and interesting. You are often remembered fondly.
Even if you're not naturally outgoing, you can make conversation with anyone if you need to.

Whether you were born this way or had to work to get here, you are definitely charismatic.
You're popular and well liked. People definitely look forward to being around you.
Your social connections bring you a full and rich life. You understand how important it is to make a lasting impression.
Espero bem que sim! Quem me conhece que confirme (ou não.. )

You Go For Brains!

You want a guy with a big... brain.
And of course it would be nice if he were a total hottie, but you're not counting on it.
What's on the inside is what counts for you. (Besides, you can always change the outside later!)
Ora nem mais!! ;P

You'll Find Love Where You Least Expect It

You're the type most likely to find love... surprised?
You shouldn't be! You're a fun, independent woman who is always out and about.
And you're smart to sometimes leave your girlfriends behind and go it alone.
Men love to approach you when you're out by yourself - including Mr. Perfect!
Isso é o que toda a gente me diz... Já aparecias, não?!!
Falta de criatividade + carência emocional dá nisto... ;P

1 de outubro de 2007

Lover Man

I don't know why

but I'm feeling so sad

I long to try something

I never had

Never had no kissin'

Oh, what I've been missin'

Lover man, oh, where can you be?


The night is cold

and I'm so alone

I'd give my soul

just to call you my own

Got a moon above me

But no one to love me

Lover man, oh, where can you be?


I've heard it said

That the thrill of romance

Can be like a heavenly dream


I go to bed with a prayer

That you'll make love to me

Strange as it seems


Someday we'll meet

And you'll dry all my tears

Then whisper sweet

Little things in my ear

Hugging and a-kissing

Oh, what I've been missing

Lover man, oh, where can you be?

29 de setembro de 2007

Tópicos II

(foto tirada algures na 25 de abril, numa destas manhãs)

1- Hoje o autocarro em que eu seguia de manhã levou o pára-choques de um carro que não se dignou a parar à vista de tal monstro... Desconfio que o motorista do carro queria provar alguma coisa a alguém. Ou então era simplesmente estúpido. Se não é que não são as duas a mesma coisa...


2 - Segundo dia de colóquio (Criação e Constrangimento, FCSH - UNL), capinha e tal, consegui só adormecer numa das comunicações, apesar de me ter levantado às seis e um quarto... Um ponto em relação a ontem (adormeci em quase todas, god damn!)! Foram semíticos e só enchiam meio copo de chá. Mas os pastéis de nata estavam bons... hehe.



3- Adoro bifanas! Num café/tasca ali na avenida de Berna que tem uns queques de meio quilo. Mesmo bem feitas, à antiga. A nadar em mostarda.


4- Momento mais belo do dia: morta de cansaço, no comboio, a ver a chuva lá fora e a ouvir Antony and the Johnsons, enquanto passava a ponte e um banco de nevoeiro cobria o rio. O cristo rei estava molhado. Eu estava feliz. Sou mesmo filha do Outono, está visto...
5- Vi muita gente de chinelinho e pé molhado a olhar com inveja para as minhas galochas de padrão leopardo. Ah pois é...


6- Sabem quando estão tão cansados que já nem cansados estão? Pois. O mundo ganha outras dimensões... Gosto destes estados.


Fiquem bem!