13 de setembro de 2007
Corrente da amizade =)
É a primeira vez que recebo um prémio "bloguístico"!! E logo um tão querido! Obrigada Hannah!!! De que se trata então?12 de setembro de 2007
Mort
Para benefício de alguns leitores, e porque apetece, hoje trago-vos "Mort", de Terry Pratchett, um livro absolutamente hilariante, com um humor que raia o genial. Este é o segundo volume de uma série passada no Discworld, mundo em forma de disco, que repousa sobre quatro elefantes, que por sua vez repousam na carapaça da Grande A'Tuin, uma gigantesca tartaruga espacial. Também é descrito no Guia Discworld como "uma pizza geológica, mas sem anchovas". Para mais pormenores, visitem o site do autor, vale bem a pena. Voltando ao livro, esta é a história de Mortimer, Mort para os amigos, que por diversas vicissitudes se vê como aprendiz da Morte. Sim, ela mesma, com gadanha e tudo. A morte gosta de cozinhar, de comer, e de gatinhos. E tem um garanhão branco chamado Binky. Mort mete-se, como convém, em sarilhos sérios, ao longo de todo o livro. São no entanto a linguagem cáustica e o humor irónico de Terry que me leva a rir até às lágrimas... Deixo-vos com um pequeno excerto, para abrir o apetite! Nota positiva também para a excelente tradução de Mário Dias Correia, que há poucas coisas tão desagradáveis como uma má tradução!« O ar adquiriu um toque espesso, oleoso, e as profundas sombras à volta de Mort orlaram-se de arco-íris azuis e purpúreos. A figura avançou para ele, com a capa a ondular e os pés a fazerem pequenos ruídos secos no empedrado. Eram, aliás, os únicos sons - o silêncio descera sobre a praça como um grande pedaço de algodão em rama.
O Efeito, verdadeiramente impressionante, foi estragado por uma mancha de gelo no chão.
- OH, MERDA.
Não foi exactamente uma voz. As palavras estavam lá, sem dúvida, mas chegaram à cabeça de Mort sem se darem ao incómodo de passar pelos ouvidos.
O rapaz precipitou-se para ajudar a figura caída, e deu por si a agarrar uma mão que era apenas osso polido, liso e amarelecido como uma velha bola de bilhar. O capuz deixou ver um crânio cru, que voltou para ele as órbitas vazias. (...)
- Espero que não se tenha magoado, senhor - disse, delicadamente.
A caveira arreganhou os dentes. Claro, pensou Mort; também não tinha alternativa.»
Resta dizer que a Morte fala sempre em maiúsculas, como convém a uma Morte de respeito...
Enjoy!! =)
10 de setembro de 2007
O Perfume, 2006
Consegui finalmente ontem ver este maravilhoso filme, Perfume, Story of a Murderer.Baseado no assombroso romance de Patrick Süskind, que posso dizer que é um dos livros da minha vida, considero-o uma adaptação muito bem feita. Muito bem feita mesmo! Tem um odor visual total, perfeito! O mais próximo que eu podia pedir do que imaginei quando mergulhei nas páginas e na vida de Grenouille, o vilão mais miserável da raça humana, porque nunca pode a ela pertencer. Eu não dou votos, mas se desse, este por mim levava 5/5, em termos de lealdade ao romance que lhe está na origem, em termos visuais, de banda sonora, e de interpretação, claro está. Ben Whishaw entra muito bem na pele de Jean-Baptiste, e só tenho uma objecção a fazer - é demasiado bonito!! Sim, tem um nariz grande, mas é demasiado sensual, demasiado belo. Para mim, pelo menos. Para mim o Jean-Baptiste Grenouille perfeito é um ex-colega a li da fcsh... a Maria e a Curse sabem de quem falo. Juro que quando o conheci pensei, "este é a cara do protagonista do perfume...". Mas como ninguém teve a gentileza de pedir a minha opinião na altura de fazer os castings, assim ficámos! Tenho de admitir que em termos visuais, o Ben torna o Jean-Baptiste muito mais agradável, mas desperta simpatia pelo seu ar delicado, pelo menos no segmento feminino, e não por aquela espécie de fatalidade que nos toca no livro... Seja como for, filme maravilhoso, soberbo. Quero o dvd!!!!
Deixo-vos com o trailer, para abrir o apetite a quem ainda não deliciou os olhos com esta pérola:
Enjoy! (sniffff!!!!!)
9 de setembro de 2007
Tornata!!!
1 de setembro de 2007
See you!
A morte saiu à rua
num dia assim
naquele lugar sem nome
p'ra qualquer fim
Uma gota rubra
sobre a calçada
cai
E um rio de sangue
De um peito aberto
sai
O vento que dá nas canas
do canavial
E a foice de uma ceifeira
de portugal
E o som da bigorna
como um clarim do céu
vão dizendo em toda a parte
o pintor morreu
Teu sangue, pintor reclama
outra morte igual
só olho por olho e
dente por dente vale
A lei assassina a morte
que te matou
teu corpo pertence à terra
que te abraçou
Aqui te afirmamos
dente por dente assim
que um dia rirá melhor
quem rirá por fim
Na curva da estrada
há covas feitas no chão
e em todas florirão rosas
de uma nação.
(José Afonso, 1972)
31 de agosto de 2007
Neverwas, 2005
Um belo filme, que passou muito despercebido... Joshua Michael Stern escreve e dirige uma história de descoberta e encantamento, em que o imaginário e o real se fundem nas fronteiras da lucidez. Um conto de fadas para os cépticos. Afinal, porque é que não podemos viver em Neverwas? Quem nos pode impedir de ser os reis do nosso país encantado? Um filho em busca do pai, acaba por encontrar muito mais do que poderia ter desejado... Com mais uma excelente interpretação de Ian McKellen, o resto do cast não fica atrás: Aaron Eckhart, William Hurt, Nick Nolte e Brittany Murphy, entre outros. Não muito amado pela crítica, quanto a mim Neverwas é um conto maravilhoso, destinado a todos, mas principalmente àqueles que não apreciam contos de maravilha! Deixo-vos com um excerto da parte final do filme, que não encontrei o trailer (quer dizer, encontrei. Mas em Húngaro e em Português do Brasil, e esses não contam!).30 de agosto de 2007
I got the no pussy blues...
Ainda dentro do espírito (e porque a arranjei ontem) - mais uma das facetas do mestre... =)
No Pussy Blues - Grinderman
My face is finished, my body's gone.
And I can't help but think standin' up here in all this applause and gazin' down at all the young and the beautiful.
With their questioning eyes.
That I must above all things love myself.
I saw a girl in the crowd,
I ran over I shouted out,
I asked if I could take her out,
But she said that she didn't want to.
I changed the sheets on my bed,
I combed the hairs across my head,
I sucked in my gut and still she said
That she just didn't want to.
I read her Eliot, read her Yeats,
I tried my best to stay up late,
I fixed the hinges on her gate,
But still she just never wanted to.
I bought her a dozen snow-white doves,
I did her dishes in rubber gloves,
I called her Honeybee,
I called her Love,
But she just still didn't want to.
She just never wants to.
I sent her every type of flower,
I played her guitar by the hour,
I patted her revolting little chihuahua,
But still she just didn't want to.
I wrote a song with a hundred lines,
I picked a bunch of dandelions,
I walked her through the trembling pines,
But she just even then didn't want to.
She just never wants to.
I thought I'd try another tack,
I drank a litre of cognac,
I threw her down upon her back,
But she just lay up and said that she just didn't want to.
I thought I'd have another go,
I called her my little ho,
I felt like Marcel Marceau must feel when
she said that she just never wanted to.
She just didn't want to.
I got the no pussy blues.
29 de agosto de 2007
Vamos falar de sexo!
