27 de julho de 2006

Serenidade

Sesimbra, crepúsculo...
Ah, como é bom estar de férias... :)

"Vejam só o que eu encontrei" ou "porque é que às vezes é fixe morar no campo"

Ia eu a andar descansada, quando me deparo com esta carcaça de Oryctes nasicornis, ou escaravelho rinoceronte, um macho, que obviamente já tinha terminado o seu ciclo vital, visto estar intacto (ou isso ou não aguentou a visão de uma escaravelha "toda boa" e teve um ataque cardíaco...). O que é que isto interessa? 1º: o bicho é bonito. 2º: não é muito habitual de se ver, apesar de sair nas tardes de verão. 3º: tenho um fraquinho pelo BBC - vida selvagem. =)
Gosto de escaravelhos, são na sua maioria inofensivos, grandes, e bonitos. E quando vejo um, sinto que a natureza à minha volta ainda pode ter alguma esperança.
Por isso, espero que apreciem este belo espécimen. Eu sei que eu aprecio! :)
P.S. - já sei que a qualidade das imagens não está muito boa, mas é dificil fotografar uma coisa deste tamanho com uma máquina vulgar... Mas é tão lindo!! :D

26 de julho de 2006

Só mais uma...



Porque passei o dia a ouvir o Grace!

Porque apetece!

Porque a sua memória não morreu naquele grande rio!

Porque sim!

25 de julho de 2006

O Fascínio da Sereia

http://tiptaptoop.zip.net/


A sereia é um dos meus signos iconográficos favoritos (a imagem actual, entenda-se, não as antigas e disformes sereias gregas). Fascina-me completamente, tanto que é um dos meus desenhos mais recorrentes (este não é meu."roubei-o"). Se eu tivesse uma obra pictórica, seria considerado o meu "moto" pessoal. Forma da minha primeira escultura modelada: uma sereia, pois claro! Comentário da professora: eu já sabia que você ia fazer uma coisa assim! LOL!!!
Continuando, é um grande tema de estudo iconográfico - desde a personagem feia e maligna, que como única beleza tinha a voz, que atraía os marinheiros à morte, até à sereiazinha de Andersen, ou à imagem de sensualidade que assume, na maioria dos casos, hoje em dia...
Mas qual é o motivo de tal fascínio? Será a promessa de liberdade dos instintos, contida no lado animal, em conjunto com a sexualidade feminina? E no entanto, ela não possui órgãos sexuais, para além dos seios... De certeza que há estudos acerca disto. É eu deixar de ser preguiçosa e ir à procura... Lá prática de investigação não me falta...
É um mito absoluto, a mulher encantada com cauda de peixe - o tritão já não é tão apelativo, vá-se lá saber porquê... mas ele já tem tudo no sítio! Estranho, hum?
E o que me atrai, enquanto mulher, na sereia sensual e curvilínea?
Talvez o facto de ela ser dona de toda esta sensualidade, mas ao mesmo tempo estar livre daquilo que é ao mesmo tempo o maior poder da mulher, e a sua mais feroz fonte de humilhação: ela não possui vulva, logo os homens não a podem possuir, apenas desejar. É um ser livre, mas ao mesmo tempo prisioneiro dos caprichos da imaginação. Até agora, a minha preferida é mesmo a Pequena Sereia (não, não é a Ariel sensaborona da Disney), que no fim se sacrifica pelo seu grande amor, sem que ele tenha sabido sequer que por ela era amado...

Vou procurar mais informação. Assim talvez encontre algumas respostas, ou quiçá mais algumas perguntas...

Um beijo subaquático!

Savage voice




Cá está ele, o próprio, o discreto, o meu quase secrete pleasure - Conway Savage.

Dediquei-lhe um dos meus primeiros posts - não vale a pena repetir. Mas a sua voz profunda e calma continua a fazer-me viajar. Directamente até ao outro lado do mundo... Até ao deserto agreste que cobre metade do continente que é uma ilha... Tão belo e forte, duro e generoso. A minha viagem de sonho... Ai,ai...

Adiante, pela sua qualidade, por fazer parte dos geniais Bad Seeds, pela sua voz rouca... Conway, you will be always in my radio! (pensaram que eu ia dizer heart, não foi? ;} )


E a capa do tal cd a que dediquei o tal post... :)

Boas audições!!

23 de julho de 2006

porFiar - Palmela/06



O FIAR - Festival Internacional de Artes de Rua de Palmela foi desde a sua criação um motivo de orgulho, atraindo um público numeroso e fiel, entre o qual me encontro. Este ano, face às dificuldades, temos o PORFIAR, de 2 dias, e entrada paga. Embora o tempo seja curto, a qualidade é a mesma!

22 Julho - 22:30h. A noite está fria e ventosa, como é comum nas altitudes de Palmela. No miradouro do castelo encontra-se um pequeno grupo de pessoas, aguardando o início do espectáculo. Um espaço vazio, várias pequenas mesas, cada uma com dois bancos e uma lanterna (que o vento torna difíceis de manter acesas). Com algum atraso, chegam os artistas, quantos ao certo não sei. Vêm com ar andrajoso, cada um munido de uma caixa de sapatos ou um saco de plástico. Mote da noite:Em caso de tragédia se te derem 5 minutos para abandonares a tua casa que levarias numa caixa de sapatos? Deste modo, de cada caixa sai um objecto que conta uma triste história de tragédia, à medida que cada personagem vai desvendando às outras, e ao público, que circula por entre as mesas, interagindo, a sua tristeza. Não há uma língua, mas muitas, todas plasmadas numa só - linguagem universal, na qual o corpo desempenha um papel fundamental. Não compreendemos as palavras, mas a estória vem até nós, triste,triste - amores desfeitos pela violência, filhos arrancados dos braços das mães, terrorismo que rebenta com crianças, fascistas que cortam a cabeça ao amor da nossa vida... vozes que se elevam em lamentos violentos ou sussurados, cantados ou gritados, numa exposição sublime da alma humana. São as "Rencontres de Bôites", uma criação em residência artística pela companhia francesa Kumulus e 20 artistas portugueses. Uma bela criação, não há dúvida!
Nota:texto retirado do programa do PORFIAR

Ficam aqui algumas fotos, que não espelham de modo algum a alma do espectáculo! Apreciem
e para o não se esqueçam do FIAR!!! Costuma ser por meados de Julho.

20 de julho de 2006

Hoje tem que ser! Tenham paciência, mas fiquei muito tempo à míngua! :)


Pois é, faltava cá o Nickito! :)
Este homem é um génio (e não aceito discussão neste ponto! É o meu único fundamentalismo! LOL!). A sua música é... algo de especial, pelo menos para mim. Tem álbuns para todos os estados de espírito, do mais maníaco-depressivo, passando pelo mais meloso, malicioso,ou mesmo delicado... Em qualquer ocasião, uma geek como eu consegue encontrar uma música de Nick Cave & The Bad Seeds que seja apropriada... Nestes dias ando satisfeita, por isso Abbatoir Blues/The Lyre of Orpheus é a escolha. E claro, leva-me imediatamente "back to Paredes de Coura"! Por tudo isto, e por me teres proporcionado o melhor concerto da minha vida (até agora), obrigado, Nick, camarada, hei-de gostar de ti mesmo quando estiveres velho, a cair aos bocados, e a fazer música para filmes de terceira!!! =)


"GET READY FOR LOOOOVEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!" Oh, yeah!!!!
Vitória!!!! A primeira imagem do meu blog!!! :) I'm so happy!!
Já devem ter percebido: o pc novo já dorme cá em casa... He,he!!
Achei esta imagem linda.
Por momentos vou esquecer os conflitos no médio oriente, e render-me ao prazer consumista de brincar com a nova máquina!
Beijocas, que tenho muito que explorar! :P

17 de julho de 2006

Conflitos conflituosos

Hoje deram-me uma moeda isrealita. Foi uma alegria abrir a minha caixa de gorjetas, e descobrir, entre os comuns euros da minha vida, um pedaço de oriente. E depois, lembrei-me dos conflitos entre isrealitas e palestinianos, e fiquei profundamente triste. Aquela moeda transformou-se num símbolo de guerra, de horror, de profunda insegurança. A consciência de que esta guerra nos afecta mais do que gostamos de pensar enche-me de temor. Aqui estamos nós, envolvidos nos nossos problemas quotidianos, enquanto no berço da humanidade, centenas de pessoas inocentes, como nós, caem como moscas, vitímas de uma guerra que enquanto ocidental, e principalmente enquanto ser humano não percebo... Não estou a falar das razões históricas, ou ideológicas, mas sim de consciência. De nós, do mundo, da nossa relação com o mundo, da relação do mundo connosco. Como é possível? Porquê?
Estou sem esperança, sem fé no Homem. Mas o tempo dos positivistas já passou, de qualquer forma. Hoje já não se tem esperança no Homem, tem-se esperança na economia global - na "liberdade" que os países "desenvolvidos" têm a "obrigação" de "levar" aos países de "terceiro mundo". Percebem as aspas, certo?

Não há música hoje. Só silêncio.

Até à próxima, se ainda aqui estivermos...