Hoje deram-me uma moeda isrealita. Foi uma alegria abrir a minha caixa de gorjetas, e descobrir, entre os comuns euros da minha vida, um pedaço de oriente. E depois, lembrei-me dos conflitos entre isrealitas e palestinianos, e fiquei profundamente triste. Aquela moeda transformou-se num símbolo de guerra, de horror, de profunda insegurança. A consciência de que esta guerra nos afecta mais do que gostamos de pensar enche-me de temor. Aqui estamos nós, envolvidos nos nossos problemas quotidianos, enquanto no berço da humanidade, centenas de pessoas inocentes, como nós, caem como moscas, vitímas de uma guerra que enquanto ocidental, e principalmente enquanto ser humano não percebo... Não estou a falar das razões históricas, ou ideológicas, mas sim de consciência. De nós, do mundo, da nossa relação com o mundo, da relação do mundo connosco. Como é possível? Porquê?
Estou sem esperança, sem fé no Homem. Mas o tempo dos positivistas já passou, de qualquer forma. Hoje já não se tem esperança no Homem, tem-se esperança na economia global - na "liberdade" que os países "desenvolvidos" têm a "obrigação" de "levar" aos países de "terceiro mundo". Percebem as aspas, certo?
Não há música hoje. Só silêncio.
Até à próxima, se ainda aqui estivermos...
17 de julho de 2006
14 de julho de 2006
As partidas da intuição, ou "eu não quero que aquilo que eu acho que é seja"
A intuição feminina (AKA capacidade de observação e interpretação comportamental) é uma coisa lixada, sabem? Por vezes dá um jeitaço do caraças, porque já estamos à espera dos golpes quando eles vêm. O pior é quando nos tornamos cegos de propósito. Nós sabemos, está lá, mesmo à nossa frente, mas mesmo assim não queremos ver. Para um bom observador, depois basta juntar os dados, e voilá, resultado certo cerca de 80% das vezes. É claro que quando pensamos: "hum, será? Ná, é só a minha imaginação que é muito fértil...", por vezes damos um grande tombo, quando verificamos que até estávamos certas. Bolas, só não acerto no euromilhões!!! Que trampa! Esta reflecção é acerca de uma situação concreta, mas pode ser aplicada à generalidade das relações humanas. Afinal, a meu ver, a maioria da cegueira que plorifera nos nossos relacionamentos é auto-infligida. Não vemos porque não queremos, porque não temos coragem de enfrentar a situação, e pior, por comodismo... Porque abrir os olhos e admitir que o outro (e nós) não somos perfeitos, que provavelmente não vamos ser "felizes para sempre" é muito doloroso. Mas não é pior no fim, quando as coisas acabam mesmo?! Não seria mais simples começar a ver claramente desde o início? Não, o ser humano é tudo menos simples, e é a ilusão que nos mantém sãos no dia-a-dia... Por isso, olha, é aguentar as quedas, que do chão não passamos, não é?
Acho que hoje vou mesmo ouvir Antony - o meu belo chão de mármore negro - o poço profundo onde nos afundamos na nossa dor.
(don't worry, não estou assim tão em baixo. Só um bocadinho!)
:/
Acho que hoje vou mesmo ouvir Antony - o meu belo chão de mármore negro - o poço profundo onde nos afundamos na nossa dor.
(don't worry, não estou assim tão em baixo. Só um bocadinho!)
:/
12 de julho de 2006
7 palmos de terra, 7 palmos de nada, 7 palmos de tudo...
Ontem foi o episódio finalíssimo de uma das minhas séries preferidas - six feet under, no original. Quase fiquei sem palavras. Embora cada episódio fosse apoteótico, este deixou-me completamente fora de mim - pela poesia transformada em imagem, pela delicadeza, a emoção, o retrato humano profundo que conseguiu transmitir. Foi o final perfeito para a família Fischer, através dos olhos de Claire (uma das minhas favoritas, devo confessar). Aquela sequência final deixou-me lavada em lágrimas (já nem me lembro da última vez que me aconteceu), e a escolha da música foi mais que perfeita... (zero7? Ajuda, por favor, sou mesmo azelha nestas coisas!). Bem, só visto! Desde Anjos na América que não me entusiasmava tanto. Por isso, se não viram, é favor ver - desde a primeira série!!!
Acabou. Agora é arranjar os dvds! =)! Mas... o que é que eu vou fazer agora nos serões de segunda?! A tragédia!!! O horror!!!!! He,he!!!
Hum, somos mesmo insignificantes, já pensaram? Um passo em falso, e puf! Já nada somos. Apenas um fardo de carne e ossos (não, não acredito na ressureição, etc...). Tantos planos, tantos momentos perdidos... Por isso é que eu acho o suicídio desnecessário. Vamos morrer de qualquer maneira. Porquê apressar esses momentos, se ainda há tantos crepúsculos a ver, a sentir, a cheirar? Tantos braços em que nos podemos aninhar, tantos cabelos que podemos afagar?(...) Não podemos fazer nada quanto a isso, não é? Não tenho medo da morte. Tenho pavor da não-vida. Mas isso só faz com que viva cada momento mais intensamente - os bons e os maus... Esta série retrata estas (e outras) questões de forma magistral. Nós sofremos com cada passo daquela família, pois os problemas porque passam são universais, humanos, pois claro.
Depois disto, quem é que consegue aturar a televisão nacional?! Eu não. Viva a 2:! Viva o cabo! LOL!
Hoje estou com apetite por música etérea. Ou talvez qualquer coisa mais primitiva... Já sei! Tenho um cdzito, daqueles produtos ligados ao zoodíaco, que é perfeito. É supostamente música feita para o meu signo (escorpião), mas acredite-se ou não nestas coisas (ainda não decidi bem...), a música é boa!! Por incrível que pareça. É instrumental, e tem uma variedade de ritmos e instrumentos que, pelo menos a mim, me fazem viajar para territórios pouco maculados... He, he!
Acho que já me alonguei demais...
Não interessa. Quando morrer, logo páro de escrever!! :)
Um beijo para todos, conhecidos e desconhecidos, o meu amor é (quase) universal! ***
Acabou. Agora é arranjar os dvds! =)! Mas... o que é que eu vou fazer agora nos serões de segunda?! A tragédia!!! O horror!!!!! He,he!!!
Hum, somos mesmo insignificantes, já pensaram? Um passo em falso, e puf! Já nada somos. Apenas um fardo de carne e ossos (não, não acredito na ressureição, etc...). Tantos planos, tantos momentos perdidos... Por isso é que eu acho o suicídio desnecessário. Vamos morrer de qualquer maneira. Porquê apressar esses momentos, se ainda há tantos crepúsculos a ver, a sentir, a cheirar? Tantos braços em que nos podemos aninhar, tantos cabelos que podemos afagar?(...) Não podemos fazer nada quanto a isso, não é? Não tenho medo da morte. Tenho pavor da não-vida. Mas isso só faz com que viva cada momento mais intensamente - os bons e os maus... Esta série retrata estas (e outras) questões de forma magistral. Nós sofremos com cada passo daquela família, pois os problemas porque passam são universais, humanos, pois claro.
Depois disto, quem é que consegue aturar a televisão nacional?! Eu não. Viva a 2:! Viva o cabo! LOL!
Hoje estou com apetite por música etérea. Ou talvez qualquer coisa mais primitiva... Já sei! Tenho um cdzito, daqueles produtos ligados ao zoodíaco, que é perfeito. É supostamente música feita para o meu signo (escorpião), mas acredite-se ou não nestas coisas (ainda não decidi bem...), a música é boa!! Por incrível que pareça. É instrumental, e tem uma variedade de ritmos e instrumentos que, pelo menos a mim, me fazem viajar para territórios pouco maculados... He, he!
Acho que já me alonguei demais...
Não interessa. Quando morrer, logo páro de escrever!! :)
Um beijo para todos, conhecidos e desconhecidos, o meu amor é (quase) universal! ***
7 de julho de 2006
A morte do peixe = solidão do aquário?
Pois é, o meu peixe morreu... (snif!) De onde achavam que vinha o nome do blog? Por acaso tenho o aquário ao lado do pc, e estava com um bocado de falta de inspiração. Para além disso também achei que podia dar origem a outras interpretações. Passando à frente - o Bolhas faleceu esta madrugada, de causa desconhecida (possível congestão?). Já tive dezenas de peixes, mas nenhum tinha durado tanto tempo, nem tinha um comportamento tão estranho: o nome tinha uma razão, o peixe gostava de ir buscar bolhas de ar à superfície, para depois se deixar descair e largá-las alegremente ao bater no fundo. Não sei se é característica da espécie, mas motivava longas observações da minha parte. (triste, não é? Passar parte das horas vagas a olhar para um peixe). Já agora, era um cabeça-de-leão com 4 anos, muito preguiçoso. Tirando a hora da alimentação e a caça de bolhas, raramente se movia. Mas era tão lindo. Um aquário vazio é tão desolador... bem, confinar um ser vivo a um espaço limitado também não é muito correcto, mas pelo menos não estava num globo!
Isto deve parecer tão parvo, dedicar um post a um peixe... Enfim, gosto de todos os meus animais - e podemos tirar muitas ideias da observação dos hábitos de um simples peixe, acreditem...
Por isso, música de hoje: "underwater love" - Smoke City! LOL!! Esta música de 97 marcou muito a minha adolescência. Sabe sempre bem ouvir, e parece adequada.
Despedidas húmidas...
Isto deve parecer tão parvo, dedicar um post a um peixe... Enfim, gosto de todos os meus animais - e podemos tirar muitas ideias da observação dos hábitos de um simples peixe, acreditem...
Por isso, música de hoje: "underwater love" - Smoke City! LOL!! Esta música de 97 marcou muito a minha adolescência. Sabe sempre bem ouvir, e parece adequada.
Despedidas húmidas...
30 de junho de 2006
Descanso da mente, trabalho do corpo - Qual escolher?
Finalmente! Acabou o trabalho académico... As noites em branco, o rabo longe do sofá, as horas intermináveis em frente do computador. A fadiga mental que embota o pensamento, que nos torna em quase-zombies... Parecidos com os do Michael Jackson, tão a ver?! Pronto, é um bocado de exagero, mas ainda estou de "ressaca"! Agora começa um outro trabalho, das 9h às 19h, em que só tenho de pensar em coisas práticas do dia-a-dia, e posso passar um serão no sofá, descansada, fazer as tarefas domésticas sem estar permanentemente a pensar que estou a perder minutos preciosos, enfim, descansar o cérebro. E ler tudo o que me apetecer!!!! E no entanto, passados dois meses, já estou com saudades de aprender, de explorar novos campos, da surpresa constante, enfim, das aulas, pois claro... (não gosto mesmo nada é das frequências - e das datas de entrega dos trabalhos!). É um ciclo de desejos e idealizações... Será que na minha àrea profissional (partindo do princípio que consigo arranjar qualquer coisa na àrea em que me estou a licenciar... Pelo sonho é que vamos, como dizia Sebastião da Gama) conseguirei encontrar o equilíbrio entre o estímulo intelectual e o trabalho mais rotineiro? Espero que sim. Ser estudante é um trabalho a 24 horas, mas sinto-me a definhar quando não tenho a mente preenchida. E a literatura, só por si não me satisfaz totalmente. Bem, estamos todos insatisfeitos, não é? É raro encontrar alguém que esteja na sua situação ideal. A vida é f*****! Mas eu sou optimista, e por enquanto ainda estou dentro do meu aquário, pequeno e climatizado...
Música perfeita para o começo das férias: Patrick Wolf - Wind in the wires. Todo o álbum transpira vitalidade, que é mesmo do que se precisa. E uma boa dose de Pulp também ajuda!!! Desintoxicação da bela música deprimente, que agora não ajuda, embora ande sempre por perto. Josh Rouse é presença constante, claro! Pararapapa, paparapaaa, pararapapaaa...!!!
Bem, de volta aos marcianos! (ando numa de clássicos - A Guerra dos Mundos, H.G.Wells, é o mais recente petisco)
Saudações!
Música perfeita para o começo das férias: Patrick Wolf - Wind in the wires. Todo o álbum transpira vitalidade, que é mesmo do que se precisa. E uma boa dose de Pulp também ajuda!!! Desintoxicação da bela música deprimente, que agora não ajuda, embora ande sempre por perto. Josh Rouse é presença constante, claro! Pararapapa, paparapaaa, pararapapaaa...!!!
Bem, de volta aos marcianos! (ando numa de clássicos - A Guerra dos Mundos, H.G.Wells, é o mais recente petisco)
Saudações!
24 de junho de 2006
Josh Rrrroouse ;)
Pois é, o rapaz é lindo. Eu quero um vizinho daqueles... E ainda por cima canta bem que se farta.
Foi pena não ter sido um concerto só dele. Deu origem a uma audiência um pouco estranha... Por um lado muito entusiasmada (o ppl da radar, desconfio), e por outro desconhecedora/pouco motivada. Uma pena realmente. No entanto a simpatia dele compensou esta esquizofrenia do público. A Aula Magna ficou um pouco vazia, mas a excelente acústica fez com que a participação do público não passasse despercebida, especialmente num registo acústico. Bolas, foi lindo. As "Love Vibrations" estiveram mesmo no ar! :) E a ideia de usar quartetos de cordas nativos é mesmo muito boa. Parabéns ao quarteto de São Roque. Já agora parabéns também aos 2008 por terem ganho o concurso. Só gostava é que me explicassem porque é que o volume duplicou quando tocaram - aqueles metais feriam mesmo os ouvidos... Não foi muito bom para a actuação. Devo confessar que me baldei à primeira parte, mas o estômago falou mais alto (e eu queria era ver o Josh), por isso não sei bem qual o grau de "qualidade" dos finalistas participantes. Mas os vencedores não me parecem maus de todo, mesmo assim... Que aproveitem a oportunidade - precisamos de mais boa música portuguesa! Voltando ao Josh, obrigado por ter tocado várias do 1972 (my favorite)! Também gostei bastante das novas canções. E bem que o podiam ter deixado fazer mais dois ou três (ou quatro, ou cinco...) encores! Mas pronto, deu pa matar saudades do nosso vizinho favorito! A minha vaia vai para a (má) organização!!! Era suposto quem tinha vouchers ou prova de multibanco estar lá duas horas antes do espectáculo para os trocar por bilhetes, ou seja, por volta das seis da tarde - só abriram as portas às 19:30h!!! Não se admite hora e meia de atraso num evento organizado pela tmn! E a desorganização também foi visível no palco, depois da actuação do Josh! Que comédia! Já é tempo de perceberem que, embora sejam regra em Portugal os atrasos, estes não são admissíveis em certos contextos!!! Depois querem passar uma imagem de qualidade... Pois sim...
As férias estão quase aí! wwweeeee!!!!
É acabar as frequências, e começar o trabalho de verão... =/ É a ditadura do €, o que é que se pode fazer? "We're goin' through the changes, hopin' for replacement, until we find, a way out of this hole"!
A não esquecer: Spread the love vibration!!!! :*
Foi pena não ter sido um concerto só dele. Deu origem a uma audiência um pouco estranha... Por um lado muito entusiasmada (o ppl da radar, desconfio), e por outro desconhecedora/pouco motivada. Uma pena realmente. No entanto a simpatia dele compensou esta esquizofrenia do público. A Aula Magna ficou um pouco vazia, mas a excelente acústica fez com que a participação do público não passasse despercebida, especialmente num registo acústico. Bolas, foi lindo. As "Love Vibrations" estiveram mesmo no ar! :) E a ideia de usar quartetos de cordas nativos é mesmo muito boa. Parabéns ao quarteto de São Roque. Já agora parabéns também aos 2008 por terem ganho o concurso. Só gostava é que me explicassem porque é que o volume duplicou quando tocaram - aqueles metais feriam mesmo os ouvidos... Não foi muito bom para a actuação. Devo confessar que me baldei à primeira parte, mas o estômago falou mais alto (e eu queria era ver o Josh), por isso não sei bem qual o grau de "qualidade" dos finalistas participantes. Mas os vencedores não me parecem maus de todo, mesmo assim... Que aproveitem a oportunidade - precisamos de mais boa música portuguesa! Voltando ao Josh, obrigado por ter tocado várias do 1972 (my favorite)! Também gostei bastante das novas canções. E bem que o podiam ter deixado fazer mais dois ou três (ou quatro, ou cinco...) encores! Mas pronto, deu pa matar saudades do nosso vizinho favorito! A minha vaia vai para a (má) organização!!! Era suposto quem tinha vouchers ou prova de multibanco estar lá duas horas antes do espectáculo para os trocar por bilhetes, ou seja, por volta das seis da tarde - só abriram as portas às 19:30h!!! Não se admite hora e meia de atraso num evento organizado pela tmn! E a desorganização também foi visível no palco, depois da actuação do Josh! Que comédia! Já é tempo de perceberem que, embora sejam regra em Portugal os atrasos, estes não são admissíveis em certos contextos!!! Depois querem passar uma imagem de qualidade... Pois sim...
As férias estão quase aí! wwweeeee!!!!
É acabar as frequências, e começar o trabalho de verão... =/ É a ditadura do €, o que é que se pode fazer? "We're goin' through the changes, hopin' for replacement, until we find, a way out of this hole"!
A não esquecer: Spread the love vibration!!!! :*
22 de junho de 2006
1984 - AGAIN!
Bolas, não consigo deixar de pensar na história de George Orwell... Hoje lembrei-me do filme baseado no romance, sabem como? Ao ver todos os trabalhadores da Autoeuropa, de pé, a cantar o hino em frente a um ecrán gigante. Mas em vez da cara de Big Brother, quem lá estava era a selecção... A sério foi um flash instantâneo. Fiquei um bocado assustada! E se em vez de um controlo planetário pela manipulação de informação, nos estiverem a lavar o cérebro através do futebol?! Pensem bem no comportamento humano perante um jogo destes: agrupamento imediato, atitudes irracionais, muito pouca actividade cerebral, etc... Será que os jogos contêm mensagens subliminares? "They live!" diz-vos alguma coisa?! ;)
Não, não estou com teorias da conspiração, só estou francamente farta de futebol, e preciso de pensar noutras coisas... Mas aquela imagem da Autoeuropa...
Acho que já rebentei alguns fusíveis. quando as férias começarem, vou tirar barriga de misérias, e ler todos os romances que acumulei ao longo do ano lectivo, a apanhar teias de aranha, enquanto eu lia cenas da faculdade! Até às três da manhã! Aí é que vão vir as teorias!! =) (tou brincando...)
"Hasta la vista, baby!" =P
Não, não estou com teorias da conspiração, só estou francamente farta de futebol, e preciso de pensar noutras coisas... Mas aquela imagem da Autoeuropa...
Acho que já rebentei alguns fusíveis. quando as férias começarem, vou tirar barriga de misérias, e ler todos os romances que acumulei ao longo do ano lectivo, a apanhar teias de aranha, enquanto eu lia cenas da faculdade! Até às três da manhã! Aí é que vão vir as teorias!! =) (tou brincando...)
"Hasta la vista, baby!" =P
21 de junho de 2006
1984
Não, não é o meu ano de nascimento. Mas está lá perto. É mesmo o famoso romance (não me lembro do nome do autor, e não tenho aqui o livro. Logo ponho quando tiver), que terá inspirado o reality show (palhaçada) "big brother". Não consigo deixar de me lembrar dele, de cada vez que vejo o noticiàrio na televisão, e ainda mais quando é algo relacionado com a política externa dos EUA. Então quando vejo os discursos abjectos de George W Bush, nem se fala... Já nem sei se podemos estar seguros do que vemos, ou melhor, do que nos mostram... Provavelmente não. O distanciamento provocado pelo excesso de informação é tanto, que, quando ouvimos que morreram mais 11 pessoas no Iraque, no máximo encolhemos os ombros. É apenas mais uma notícia. Que por sinal se repete todos os dias, por detrás do ecrán... Longe... E no entanto, que mais podemos fazer? Sugiro que mantenham os vossos pisa-papéis por perto, para que nunca se esqueçam! Acreditar no que podemos tocar, não no que podemos ver. Tão básico, tão utópico!
Seja como for, tenho as ideias um bocado confusas!
Mudando de assunto, saiu o primeiro àlbum de Joan as Policewomam, que é muito bom a avaliar pelo que ela nos mostrou na primeira parte do concerto de Rufus Wainwright, a 24 Abril de 2005 (que grande concerto, não consigo deixar de visualizar aquela tanga azul, as asas, os sapatos de verniz vermelho, sempre que ouço "The old whore's diet"! LOL!Lindo!). E o primeiro single, com a colaboração de Antony, "I defie", é soberbo!!! Acho que é um dos "must have" da estação!!! Acho que a música é o meu pisa-papel, com um belo pedaço de coral no interior...
BIG BROTHER IS WHATCHING US!!! ;)
Seja como for, tenho as ideias um bocado confusas!
Mudando de assunto, saiu o primeiro àlbum de Joan as Policewomam, que é muito bom a avaliar pelo que ela nos mostrou na primeira parte do concerto de Rufus Wainwright, a 24 Abril de 2005 (que grande concerto, não consigo deixar de visualizar aquela tanga azul, as asas, os sapatos de verniz vermelho, sempre que ouço "The old whore's diet"! LOL!Lindo!). E o primeiro single, com a colaboração de Antony, "I defie", é soberbo!!! Acho que é um dos "must have" da estação!!! Acho que a música é o meu pisa-papel, com um belo pedaço de coral no interior...
BIG BROTHER IS WHATCHING US!!! ;)
15 de junho de 2006
A beleza do bizarro, a morte do amor e a vitória da apatia
Que mês horrível. E ainda vai a meio... Música repeat da noite: Coco Rosie feat. Antony - Beautiful boys. "All those beautiful boys, pimps and queens and criminal quears... All those beautiful boys, tatoos of ships and tatoos of tears..." (desculpem se houver erros, mas já nem vejo bem. A culpa é da história da arte!). Não é preciso comentar, pois não? Divinalmente decadente. Vozes de anjo (acho que já me estou a repetir, mas não faz mal) cantando a glória da fragilidade, da corrupção terrena. Para escutar quando se está (estou) no fundo do fosso, ou com necessidade de enlevação intelectual.
Outra das músicas de hoje foi El Desierto, de Lhasa de Sela - "Porque el alma pierde el fuego quando decha de amar" (Maria, corrige-me, eu não sei espanhol!! =]). Vocês percebem! Que voz! Que sentimento! Só me fez ficar mais na m****, mas não importa, é lindo na mesma.
Acho que o ponto alto do dia foi quando emergi da toca, para observar as belíssimas (hoje estou numa de superlativos) nuvens do crepúsculo, durante uma aberta. Já pararam para observar um espetáculo destes? O céu enche-se de remoinhos de cor, numa paleta que oscila entre o laranja e o cinzento, passando pelo roxo e o rosa, cortados pelas moles de nuvens rebeldes, compactas e escuras ou etéreas e transparentes, uma dança que dura cerca de meia hora, à medida que a luz se retira. É de ficar com a "alma lavada". Sei que é cliché, mas é mesmo o que se sente, sensação aumentada pelo cheiro da terra molhada, do ar fresco, vibrante. Infelizmente, depois voltam os livros, o computador, a luz artificial, os olhos secos, o cérebro cansado, e a "alma" volta a mirrar. É depois a Vitória da Apatia, visto que já nem resta energia para qualquer outra coisa. Nem para dormir bem... :/
Vida de estudante (qualquer que seja o estudo), para uns melhor que para outros, mas todas com pontos de comunhão. A minha não deve ser das piores, mesmo assim...
Até à vista! (ou não)
Outra das músicas de hoje foi El Desierto, de Lhasa de Sela - "Porque el alma pierde el fuego quando decha de amar" (Maria, corrige-me, eu não sei espanhol!! =]). Vocês percebem! Que voz! Que sentimento! Só me fez ficar mais na m****, mas não importa, é lindo na mesma.
Acho que o ponto alto do dia foi quando emergi da toca, para observar as belíssimas (hoje estou numa de superlativos) nuvens do crepúsculo, durante uma aberta. Já pararam para observar um espetáculo destes? O céu enche-se de remoinhos de cor, numa paleta que oscila entre o laranja e o cinzento, passando pelo roxo e o rosa, cortados pelas moles de nuvens rebeldes, compactas e escuras ou etéreas e transparentes, uma dança que dura cerca de meia hora, à medida que a luz se retira. É de ficar com a "alma lavada". Sei que é cliché, mas é mesmo o que se sente, sensação aumentada pelo cheiro da terra molhada, do ar fresco, vibrante. Infelizmente, depois voltam os livros, o computador, a luz artificial, os olhos secos, o cérebro cansado, e a "alma" volta a mirrar. É depois a Vitória da Apatia, visto que já nem resta energia para qualquer outra coisa. Nem para dormir bem... :/
Vida de estudante (qualquer que seja o estudo), para uns melhor que para outros, mas todas com pontos de comunhão. A minha não deve ser das piores, mesmo assim...
Até à vista! (ou não)
Música para tempestade
O tempo chuvoso voltou, mesmo a tempo de estragar os feriados (a quem os tem...), e trazendo mais um pouco desta atmosfera ozonal, tão perfeita para a reflexão (não ter os pés molhados também ajuda muito), e para audição dos álbuns mais negros e depressivos da nossa discografia! Oh, joy!
"i'd watched the rain claw at the glass, and a vicious wind blew hard and fast. I should have taken it as a warning...". Pois é, No More Shall We Part, Nick Cave & The Bad Seeds, é sempre a minha primeira escolha para estes dias. É quase compulsivo: "The ladders of life that we scale merrily, move mysteriously around, so that when you think you're climbing up, man, in fact you're climbing down." Perfeito! É um álbum não consensual, mas um dos meus favoritos - daqueles que alteram o ritmo cardíaco à primeira audição. Há quem odeie. Eu amo!
Depois: "Hope there's someone who take care of me, when i die, will i go?". O único artista que até hoje me fez chorar num concerto - Antony, pois claro! A marioneta descontrolada com voz de anjo, que destila melancolia a cada acorde! I am a bird Now, um dos melhores álbuns de 2005. As companheiras Coco rosie também são bem vindas ao funeral. Leonard Cohen idem, especialmente um monumento intitulado "The avalanche", do Songs of Love and Hate. Sim, esse que influenciou o Nick! :)
Tindersticks também vêem a calhar, obviamente! ;)
Isto de ter um blog até é engraçado. Este nasceu mesmo por acaso: queria deixar um comentário no da Radar! :) Uma coisa levou a outra, e aqui estou eu a escrever baboseiras sem conteúdo... Que quase ninguém vai ler. Isso retira-lhes o valor, ou ele existe independentemente de quem o lê? Será que o valor atribuído por mim durante a escrita vale por si? Vêem o que eu digo acerca do tempo? ;)
"Babe, it seems so long, since you've been gone, and i just got to say, that it grows darker whit the day"
Bye!
"i'd watched the rain claw at the glass, and a vicious wind blew hard and fast. I should have taken it as a warning...". Pois é, No More Shall We Part, Nick Cave & The Bad Seeds, é sempre a minha primeira escolha para estes dias. É quase compulsivo: "The ladders of life that we scale merrily, move mysteriously around, so that when you think you're climbing up, man, in fact you're climbing down." Perfeito! É um álbum não consensual, mas um dos meus favoritos - daqueles que alteram o ritmo cardíaco à primeira audição. Há quem odeie. Eu amo!
Depois: "Hope there's someone who take care of me, when i die, will i go?". O único artista que até hoje me fez chorar num concerto - Antony, pois claro! A marioneta descontrolada com voz de anjo, que destila melancolia a cada acorde! I am a bird Now, um dos melhores álbuns de 2005. As companheiras Coco rosie também são bem vindas ao funeral. Leonard Cohen idem, especialmente um monumento intitulado "The avalanche", do Songs of Love and Hate. Sim, esse que influenciou o Nick! :)
Tindersticks também vêem a calhar, obviamente! ;)
Isto de ter um blog até é engraçado. Este nasceu mesmo por acaso: queria deixar um comentário no da Radar! :) Uma coisa levou a outra, e aqui estou eu a escrever baboseiras sem conteúdo... Que quase ninguém vai ler. Isso retira-lhes o valor, ou ele existe independentemente de quem o lê? Será que o valor atribuído por mim durante a escrita vale por si? Vêem o que eu digo acerca do tempo? ;)
"Babe, it seems so long, since you've been gone, and i just got to say, that it grows darker whit the day"
Bye!
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