Um docinho para refrescar! =)
(Já sei que as críticas não foram muito favoráveis, mas eu adorei o Medúlla!)
Um docinho para refrescar! =)
(Já sei que as críticas não foram muito favoráveis, mas eu adorei o Medúlla!)
Depois de ver "Da Rússia com amor", e "Anatomia de Grey" (pouco sono), esperava-me uma surpresa que me fez aguentar até às 4 da matina, embora com muito custo.
Para provar que ainda se faz bom cinema italiano, fora da indústria que se rendeu (e muito, acreditem) ao modelo industrial americano dos Blockbusters, surge um filme de imagens grandiosas. Uma história de busca de liberdade no meio mais fechado que pode haver, aquele de uma pequena vila pescatória a sul da Sicília. Grazia é uma mulher moderna, que segue os seus instintos e choca com o conservadorismo da comunidade. Ela nada nua, expressa livremente a sua alegria e a sua tristeza, ama os seus cães como os seus filhos, e pior, destila uma sensualidade descomprometida e natural, que a torna perigosa. Maravilhosa a sua relação com os filhos, dois rapazes e uma rapariga, todos trabalhadores, eles na faina e elas na fábrica de conserva. As crianças adquirem desde tenras um sentido de responsabilidade e de conformidade com as regras sociais como só as crianças o sabem fazer. Hilariante a cena em que o mais novo ameaça o namorado continental da irmã, tentando arrastá-la para casa, enquanto desfia um chorrilho de imprecações e ameaças em dialecto, que o outro obviamente não percebe... É a típica mentalidade patriarcal, em que um rapazinho de 10 anos se sente no direito, no dever, de mandar a sua irmã de 17 (?) anos para casa, de se intrometer no seu namoro, como se fosse o varão da família.
A crise final é despoletada quando o marido de Grazia mata um dos seus cães, por ciúme. Isto leva-a, por uma mistura de dor e humilhação, a soltar as centenas que cães que estavm confinados no antigo forte, prontos para abate. Os cães invadem a vila, e são abatidos a tiro pela população, que agora considera Grazia uma verdadeira ameaça para todos. Decidem mandá-la para uma clínica em Milão, para ser "tratada". Perante isto, e com a cumplicidade do filho do meio, ela foge e esconde-se numa gruta, até que ao verem o vestido que o rapazinho tinha deixado na praia, todos a julgam morta.
Grazia Resurge do mar, perante a aldeia reúnida na praia para uma festa religiosa, em mais uma cena de beleza sublime. Em termos de fotografia, o filme é de cortar a respiração, com as cores do mediterrâneo em pleno delírio. A nossa costa tem também este tipo de beleza e cores, como se pode ver ali em baixo... =)
E porque "o que é nacional (também) é bom", deixo-vos com Rodrigo Leão, "A Janela", e com Carlos Paredes, "Verdes anos"
Apreciem! =)
Hoje apeteceu-me Supergrass! Adoro estes gajos. Adoro aquele vocalista!!! ffffffffffff!! ;P
É uma mistura entre o meu segundo amor de adolescência, e o amigo Refugee, mas com uns olhos verdes de cair para o lado!!!!! O video acima, "Mary", é o meu favorito, mas pérolas como "Pumping on your stereo", "Late in the day", "Grace", e o galvanizante "Alright" formam uma galeria muito decente de videos! Gosto de todos! E amiga Curse, é favor traficar o best of, que já estou com saudades!!! =))
Pop da boa, para fazer correr o sangue!
Beijo, fiquem bem!
"Entre os sécculos XV e XVII, os processos de bruxaria conduzem à fogueira sobretudo mulheres, que representam oitenta por cento das condenações. Os tratados de demonologia, escritos por teólogos, inquisidores ou magistrados a partir de confissões obtidas sob tortura, descrevem as práticas a que as bruxas se entregam, desde a cópola com Satanás para obterem os seus poderes maléficos, ao roubo de crianças recém-nascidas a fim de serem comidas ou transformadas em unguentos... Porém, para a autora, a feminilidade e o perigo que ela representa foram o verdadeiro móbil desta perseguição. Um fenómeno mais político do que religioso, que levou à construção no masculino do Estado moderno, e que desapareceria apenas quando as bruxas deixaram de ser necessárias, ou seja, quando as mulheres foram colocadas sob «tutela», o que as tornava menos perigosas. Contudo, hoje que as mulheres ocupam um lugar cada vez maior no espaço público, não se irá assistir ao regresso das bruxas?"
Colectânea de contos do grande Howard Phillips, organizada por José Manuel Lopes e com introduções de Fernando Ribeiro, que me veio parar às mãos por acaso! =))
"O Deus das Pequenas Coisas é a história de três geraçõesde uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. (...) O Deus das Pequenas Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salman Rushdie e García Márquez."