29 de julho de 2007

F****-** que está calor....

Um docinho para refrescar! =)

(Já sei que as críticas não foram muito favoráveis, mas eu adorei o Medúlla!)

28 de julho de 2007

Vagrant Comedia - FIAR 2007

Mais uma edição do FIAR - Festival Internacional de Artes de Rua de Palmela. Felizmente este ano voltou ao formato original de três dias com diversos espectáculos espalhados pela vila. Ontem foi a abertura, com a actuação do Projecto Europeu Vagrant Comedia, na esplanada do castelo, um cenário idílico para um belíssimo show! Entre acrobatas e comedia dell'arte, deixámo-nos encantar por este conjunto multicultural:Vagrant Comedia. Esta produção internacional integra artistas de Itália, Hungria, República Checa e Portugal, e um estágio em comedia d’ell arte, entre 23 e 28 de Julho, coordenado por Nuno Pino Custódio
Já no ano anterior tinhamos assistido a um trabalho de cooperação internacional fabuloso, com as Estórias de Rencontre de Bôites. O Fiar é sem dúvida um dos meus eventos favoritos ao longo do ano. Espero que continue a aguentar-se, visto que já esteve em grande risco de terminar devido a falta de fundos. Se não tiverem ainda planos para o fim de semana, não se acanhem, visitem Palmela e usufruam do que de melhor se faz em termos de teatro de rua a nível europeu! Deixo-vos com algumas fotos e um video para ilustrar o espectáculo de ontem!


(os pontinhos brancos que vêm aqui são bolinhas de sabão! :D)






Espero que tenham gostado! Vão até lá. A sério! =)

27 de julho de 2007

Respiro (2002)

Depois de ver "Da Rússia com amor", e "Anatomia de Grey" (pouco sono), esperava-me uma surpresa que me fez aguentar até às 4 da matina, embora com muito custo.
Para provar que ainda se faz bom cinema italiano, fora da indústria que se rendeu (e muito, acreditem) ao modelo industrial americano dos Blockbusters, surge um filme de imagens grandiosas. Uma história de busca de liberdade no meio mais fechado que pode haver, aquele de uma pequena vila pescatória a sul da Sicília. Grazia é uma mulher moderna, que segue os seus instintos e choca com o conservadorismo da comunidade. Ela nada nua, expressa livremente a sua alegria e a sua tristeza, ama os seus cães como os seus filhos, e pior, destila uma sensualidade descomprometida e natural, que a torna perigosa. Maravilhosa a sua relação com os filhos, dois rapazes e uma rapariga, todos trabalhadores, eles na faina e elas na fábrica de conserva. As crianças adquirem desde tenras um sentido de responsabilidade e de conformidade com as regras sociais como só as crianças o sabem fazer. Hilariante a cena em que o mais novo ameaça o namorado continental da irmã, tentando arrastá-la para casa, enquanto desfia um chorrilho de imprecações e ameaças em dialecto, que o outro obviamente não percebe... É a típica mentalidade patriarcal, em que um rapazinho de 10 anos se sente no direito, no dever, de mandar a sua irmã de 17 (?) anos para casa, de se intrometer no seu namoro, como se fosse o varão da família.

A crise final é despoletada quando o marido de Grazia mata um dos seus cães, por ciúme. Isto leva-a, por uma mistura de dor e humilhação, a soltar as centenas que cães que estavm confinados no antigo forte, prontos para abate. Os cães invadem a vila, e são abatidos a tiro pela população, que agora considera Grazia uma verdadeira ameaça para todos. Decidem mandá-la para uma clínica em Milão, para ser "tratada". Perante isto, e com a cumplicidade do filho do meio, ela foge e esconde-se numa gruta, até que ao verem o vestido que o rapazinho tinha deixado na praia, todos a julgam morta.
Grazia Resurge do mar, perante a aldeia reúnida na praia para uma festa religiosa, em mais uma cena de beleza sublime. Em termos de fotografia, o filme é de cortar a respiração, com as cores do mediterrâneo em pleno delírio. A nossa costa tem também este tipo de beleza e cores, como se pode ver ali em baixo... =)

Pelo que vi, com boas críticas, Emanuele Crialese cria aqui uma grande segunda obra, que recupera alguma da aura do Neorealismo, mas com um acento contemporâneo.
Recomendo vivamente!

26 de julho de 2007

Como enfeitiçar um italiano em oito dias

Como prometido, aqui fica um pequenino resumo destes belos dias passados em amizade e comunhão (por muito lamechas que isto possa soar). Vou adoptar o "método Vita in Viola", que é mais prático para estas coisas! Deixo as fotos contarem a história, com uma ajudinha, claro!
Bem, o primeiro dia ficou a cargo da Maria, um périplo por Lisboa, por isso deixo essa parte a ela, se quiser. O segundo dia foi Sintra, que já ali está abaixo. Vamos então ao resto!
Dia 3: Portinho da Arrábida, Creiro, uma das nossas praias preferidas (e uma das mais bonitas da nossa costa, desconfio!). Sol radioso, paisagem de morrer, areia branca e àgua gélida fizeram o nosso dia de praia. Junte-se a isto uma bola de vólei meio vazia e temos muita diversão! (foto do Manú)
De referir que graças ao Jel, e ao seu Ruce no Vai tudo abaixo, passámos estes dias a cantar "quero cavalo" como se não houvesse amanhã!
Uma curiosidade da minha aldeia, que me marcou desde a infância. Posso dizer que esta fonte fez de mim o que sou hoje!!! ;P (foto do Manú)

Dia 4: Palmela, de manhã. O castelo oferece uma vista panorãmica de toda a região, desde o Vale dos Barris até ao Alto Alentejo, passando por Setúbal e Tróia (que é um grande insulto em italiano, by the way). Pena que a tOrre de Menagem esteja fechada... Seja como for, é lindo!(mais uma vez, foto do Rasta)

De tarde, um passeio até ao Cabo Espichel, golpe de misericórdia absoluto para quem vive no centro da grande planície do Pó. O Atlântico azul a perder de vista em conjunto com o nosso céu, a competir com a cor do mar formam um conjunto inesquecível. Único senão: estava tanto vento que quase voávamos dali...

Dia 5: Comporta. Depois de um belo almoço constituído por sardinha gordas e estaladiças, e belas farófias, fomos dar uma espreitadela ao Porto Palafita da Carrasqueira. Gosto muito de lá ir. É uma viagem bonita e interessante, vale a pena. Fica a sugestão.
Depois, os infidáveis quilómetros de areal da costa alentejana que começam já aqui na Comporta! Qual Rimini qual quê? As nossas praias é que são boas!!! :D
De noite, um pouco de relax no Marrakeche (acho que vou começar a pedir comissão por esta publicidade toda... lol). Boa conversa, ambiente tranquilo e um bom cocktail...

Dia 6: de volta a Lisboa. Acabámos a tarde esticados num banco do Jardim da Estrela, com as suas carpas gigantes, a ver as criancinhas brincar e a aproveitar os últimos momentos juntos...
=)) Já sei que a Maria tem um ar muito concentrado, mas continua a ser a minha preferida!

De noite, deixá-mo-nos envolver de novo pela magia do castelo de palmela, com as suas lendas e memórias. A finis terra do início da nossa nacionalidade, terra de divagações e sonhos...
Um lugar mágico para terminar em beleza uma semana mágica....
Volta sempre meu querido Rasta, estaremos cá para te receber! De braços abertos! (e sofá também... ;P)

25 de julho de 2007

24 de julho de 2007

"acreditam em extraterrestres?"

Os bons momentos passados com os amigos são o melhor da vida. Um resumo destes dias maravilhosos virá para breve. =)
Arrivederci!

19 de julho de 2007

Sintra, a terra dos sonhos...




Foi um dia MUITO bem passado... É a esta terra que devem trazer as pessoas que querem enfeitiçar, aquelas que querem ligar para sempre a Portugal. É mágica... apesar dos preços exorbitantes, apesar dos enxames de turistas, apesar das guias turísticas estúpidas e armadas em carapaus de corrida... Sintra sobrevive a tudo isso com a elegância de uma velha senhora sábia, a quem a idade só traz encanto. Adoro lá ir. E adoro partilhar essa experiência com aqueles que têm lugar certo no meu coração!
Amanhã: Arrábida - mais um passo, mais um ingrediente no caldeirão do nosso feitiço... =)

18 de julho de 2007

O prazer de nos darmos a conhecer...

Portinho da Arrábida, numa tarde ensolarada de Páscoa

Tal como para a Maria, para mim estes dias também serão de redescoberta. Porque quando apontamos a beleza do nosso país a Outrém, é a nós que ela verdadeiramente se revela... Lisboa é com ela, abaixo do Tejo fica por minha conta! :D
Às vezes sabe bem ser portuguesa...
Por isso já sabem, se andar ausente por estes dias, é porque estou a passar um bom bocado com os meus amigos - os de cá, e o de lá!





E porque "o que é nacional (também) é bom", deixo-vos com Rodrigo Leão, "A Janela", e com Carlos Paredes, "Verdes anos"

Apreciem! =)

16 de julho de 2007

Supergrass - rrraauuuurrrrrrrrrrr......... =)

Hoje apeteceu-me Supergrass! Adoro estes gajos. Adoro aquele vocalista!!! ffffffffffff!! ;P

É uma mistura entre o meu segundo amor de adolescência, e o amigo Refugee, mas com uns olhos verdes de cair para o lado!!!!! O video acima, "Mary", é o meu favorito, mas pérolas como "Pumping on your stereo", "Late in the day", "Grace", e o galvanizante "Alright" formam uma galeria muito decente de videos! Gosto de todos! E amiga Curse, é favor traficar o best of, que já estou com saudades!!! =))

Pop da boa, para fazer correr o sangue!

Beijo, fiquem bem!

15 de julho de 2007

Sei que estou de férias...

...quando estou a ler pelo menos três livros ao mesmo tempo...

"Entre os sécculos XV e XVII, os processos de bruxaria conduzem à fogueira sobretudo mulheres, que representam oitenta por cento das condenações. Os tratados de demonologia, escritos por teólogos, inquisidores ou magistrados a partir de confissões obtidas sob tortura, descrevem as práticas a que as bruxas se entregam, desde a cópola com Satanás para obterem os seus poderes maléficos, ao roubo de crianças recém-nascidas a fim de serem comidas ou transformadas em unguentos... Porém, para a autora, a feminilidade e o perigo que ela representa foram o verdadeiro móbil desta perseguição. Um fenómeno mais político do que religioso, que levou à construção no masculino do Estado moderno, e que desapareceria apenas quando as bruxas deixaram de ser necessárias, ou seja, quando as mulheres foram colocadas sob «tutela», o que as tornava menos perigosas. Contudo, hoje que as mulheres ocupam um lugar cada vez maior no espaço público, não se irá assistir ao regresso das bruxas?"




Colectânea de contos do grande Howard Phillips, organizada por José Manuel Lopes e com introduções de Fernando Ribeiro, que me veio parar às mãos por acaso! =))

"O Deus das Pequenas Coisas é a história de três geraçõesde uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. (...) O Deus das Pequenas Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salman Rushdie e García Márquez."


Já tinha saudades destas minhas leituras simultâneas!!!